Os representantes dos funcionários do Banco do Brasil participaram de uma reunião para discutir alternativas para recuperar as reservas da Cassi, plano de assistência à saúde dos empregados do banco. A principal preocupação dos trabalhadores é garantir a sustentabilidade da entidade sem prejudicar os direitos dos associados.
Antes da negociação com o banco, as entidades que representam os funcionários fizeram uma avaliação dos debates realizados no Congresso Nacional dos Funcionários do BB. Entre os principais pontos discutidos esteve a necessidade de fortalecer o financiamento da Cassi e resolver pendências antigas, como o custeio para funcionários que ingressaram após 2018 e o atendimento aos empregados vindos de bancos incorporados.
As entidades também demonstraram preocupação com a possibilidade de uma consulta aos associados ocorrer durante o período de negociações da Campanha Nacional dos Bancários e da renovação dos acordos coletivos da categoria.
Para garantir uma solução mais adequada, os representantes dos trabalhadores defenderam que o Banco do Brasil faça um aporte emergencial de recursos, dando mais tempo para a construção de uma proposta definitiva sobre o modelo de custeio e sobre mudanças no estatuto da Cassi.
Durante a reunião, o banco apresentou uma proposta de aporte extraordinário de R$ 2,3 bilhões para recompor as reservas da Caixa de Assistência. O valor seria dividido entre o banco e os associados, com 50,26% de participação do Banco do Brasil e 49,73% dos funcionários, com pagamento parcelado em 18 meses.
A proposta não foi aceita, já que os representantes dos empregados do BB defendem uma participação maior do banco no financiamento. Para a representação dos funcionários, a divisão apresentada transfere uma responsabilidade elevada aos associados e não considera a capacidade de contribuição dos trabalhadores.
ALTERNATIVA – O Banco do Brasil recebeu a proposta apresentada pelas entidades representativas dos trabalhadores, que sugeriram o início imediato da contribuição extraordinária do banco para a Cassi, com parcelamento em 18 meses. A participação dos associados seria discutida após consulta ao corpo social da Caixa de Assistência, com a possibilidade de adoção de um prazo diferenciado para o pagamento.
As entidades também propuseram a criação de um grupo de trabalho para discutir uma reforma do estatuto da Cassi, com participação dos associados e debate de melhorias na gestão e no funcionamento da instituição.
O banco informou que irá analisar as propostas apresentadas. Uma nova rodada de negociação deve ocorrer na próxima semana para dar continuidade às discussões.