Material ajuda trabalhadores a entender as mudanças da norma que passa a considerar os riscos à saúde mental no ambiente de trabalho
Entrou em vigor, em 26 de maio, o novo texto da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais. Entre as principais mudanças está a inclusão obrigatória dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho no processo de gestão de riscos das empresas.
Para auxiliar trabalhadores, empregadores, integrantes da CIPA, profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), professores e demais interessados na compreensão e aplicação das novas regras, a Fundacentro lançou uma publicação com orientações sobre o tema.
Na sexta-feira (5), o médico do trabalho e pesquisador Pedro Tourinho, um dos organizadores da publicação, esteve no Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região. Durante a visita, ele destacou a importância das mudanças promovidas pela NR-1 e convidou trabalhadores e dirigentes sindicais a acessarem o material para conhecerem melhor as novas regras e seus impactos na saúde e segurança no trabalho.
A iniciativa foi desenvolvida em parceria entre a Fundacentro, o Instituto Walter Leser da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e o Núcleo Semente – Saúde Mental e Direitos Humanos Relacionados ao Trabalho, do Instituto Sedes Sapientiae.
A obra reúne orientações teóricas e práticas sobre a organização do trabalho, as relações existentes nos ambientes profissionais e os impactos dessas condições na saúde física e mental dos trabalhadores. O objetivo é contribuir para a criação de medidas efetivas de proteção e promoção da saúde.
A publicação está dividida em cinco capítulos que abordam temas como os riscos psicossociais no trabalho, a aplicação da NR-1 de acordo com normas nacionais e internacionais, a participação dos trabalhadores na construção de ambientes mais saudáveis, o papel da norma na prevenção do adoecimento e uma seção de perguntas e respostas elaborada a partir das dúvidas mais frequentes apresentadas em eventos sobre o tema.
O material destaca que os riscos psicossociais não devem ser analisados apenas como questões individuais, mas como fatores que surgem das condições, da organização e da gestão do trabalho. Por isso, defende que a participação ativa dos trabalhadores seja parte fundamental de todo o processo de identificação, avaliação e prevenção desses riscos.
Outro ponto ressaltado é a necessidade de criar espaços democráticos de diálogo, garantindo que os trabalhadores possam contribuir de forma efetiva para a construção de ambientes laborais mais seguros e saudáveis.
LEIA A PUBLICAÇÃO: Diretrizes para Aplicar a NR-1 com a Inclusão dos Riscos Psicossociais: analisar a organização e gestão do trabalho para intervir.