Queixas de clientes por débitos não autorizados sobem 80% até outubro

Débitos não autorizados são os grandes campeões de reclamações dos clientes contra os bancos. Segundo informações do site do Banco Central, de janeiro a outubro deste ano foram registradas 2.476 queixas do tipo.
Esse número que já supera o total de reclamações contra débitos não autorizados de todo o ano de 2010, que foi de 1.356. Ou seja, um crescimento de 82,60%.
Reportagem do Jornal da Tarde, edição desta quarta, 14, ressalta que o aumento das reclamações superou em muito o crescimento da bancarização no pa ís, que foi de 4,4%. O aumento do número de clientes, portanto, não pode ser usado pelos bancos como justificativa para o crescimento das reclamações, como ressaltou o advogado Frederico da Costa Carvalho Neto, coordenador da especialização em direito do consumidor da PUC-SP, ouvido pelo jornal.
Para ele, o crescimento do poder de compra das pessoas pode ser uma explicação. Com mais autoestima, os clientes se sentiriam mais autorizados a reclamar seus direitos.
Procon
A reportagem alerta que os crimes financeiros praticados por terceiros também podem ser contabilizados como débitos indevidos, e que o banco continua sendo responsável pelo problema, já que é obrigação da instituição oferecer um sistema seguro para os clientes.
O jornal ouviu a supervisora de assuntos financeiros do Procon, Renata Reis. Ela disse que queixas relacionadas a crimes de terceiros também têm crescido a cada ano.
Segundo o Procon, foram realizados 11.367 atendimentos relacionados ao assunto no segundo semestre de 2009. No primeiro semestre de 2010, foram feitos 12.088 atendimentos do tipo. Um aumento de 6%.
A reportagem ressalta ainda que, apesar de o BC não resolver casos isolados, é importante que as pessoas registrem o problema no site do órgão (www.bcb.gov.br), pois essas informações subsidiarão o BC na fiscalização e cobrança aos bancos.
Fonte: Contraf-CUT com Jornal da Tarde

Compartilhe:
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email
Comentários do Facebook

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Skip to content