Campanha Nacional 2026: Empregados do Banco do Brasil defendem concursos públicos e valorização dos funcionários

A primeira rodada de negociações da Campanha Nacional 2026 entre a representação dos funcionários do Banco do Brasil e a direção da empresa foi realizada na quarta-feira (8). O encontro marcou o início das discussões para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do banco.

O principal tema da reunião foi a defesa do emprego e do papel do Banco do Brasil como instituição pública voltada ao desenvolvimento do país. Os representantes dos trabalhadores entregaram um manifesto em defesa do banco público e apresentaram uma série de reivindicações relacionadas às condições de trabalho, valorização dos funcionários e melhoria do atendimento à população.

Entre os principais pontos da pauta está a realização de novos concursos públicos para recompor o quadro de pessoal. Segundo o movimento sindical, a redução do número de funcionários tem provocado sobrecarga de trabalho, aumento das filas nas agências e prejuízos ao atendimento presencial.

Os representantes da categoria também demonstraram preocupação com as mudanças na estrutura do banco, como a transformação de agências em lojas, a unificação de unidades e a ampliação do atendimento por correspondentes bancários. Para o movimento sindical, essas alterações enfraquecem a função pública da instituição e reduzem a presença do banco em diversas localidades.

Outro tema discutido foi a necessidade de garantir igualdade de direitos aos funcionários oriundos de bancos incorporados, especialmente em relação aos planos de previdência complementar e assistência à saúde.

A pauta também incluiu reivindicações voltadas à segurança nas unidades de atendimento. Os trabalhadores defendem a manutenção de portas giratórias e vigilantes, considerando que esses mecanismos contribuem para a proteção de funcionários e clientes e ajudam a prevenir situações de violência.

Na área das condições de trabalho, o movimento sindical voltou a defender a redução da jornada, com a manutenção da escala de cinco dias de trabalho por dois de descanso para todos os funcionários e a possibilidade de implantação da jornada de quatro dias de trabalho por três de descanso, mantendo a carga diária de seis horas.

Também foram apresentadas reivindicações relacionadas à incorporação gradual das comissões recebidas pelos ocupantes de funções de confiança, garantindo maior estabilidade financeira aos trabalhadores.

Outro ponto levantado foi o registro de casos de acúmulo e desvio de funções em diversas unidades do banco. Segundo a representação dos empregados, a falta de pessoal faz com que muitos trabalhadores exerçam atividades além das atribuições previstas para seus cargos. O banco informou que irá apurar as situações apresentadas durante a negociação.

A categoria também reivindicou a ampliação dos direitos destinados aos funcionários que possuem dependentes com deficiência, incluindo o fim do limite de idade para o abono de faltas destinadas ao acompanhamento de tratamentos e a possibilidade de jornada reduzida para esses trabalhadores.

Além disso, foi solicitado que o Banco do Brasil passe a reembolsar integralmente as anuidades pagas por funcionários que precisam manter registro em conselhos profissionais, como OAB, CREA, CRM e CRP.

Durante a reunião, os representantes dos trabalhadores reafirmaram a defesa do Banco do Brasil como banco público estratégico para o desenvolvimento econômico e social do país, destacando a importância da manutenção da rede de atendimento, da valorização dos funcionários e da ampliação dos investimentos em pessoal.

As próximas rodadas de negociação já têm datas definidas. No dia 17 de julho serão debatidos igualdade de oportunidades, endividamento e monitoramento; em 23 de julho, saúde e condições de trabalho; e, em 31 de julho, remuneração e cláusulas econômicas.

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