Em reunião, banco afirma que deve apresentar uma resposta em breve diante da urgência da situação
Representantes das entidades que defendem os funcionários do Banco do Brasil e da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniram na sexta-feira (3), em Brasília, para definir uma estratégia de negociação com o banco sobre a situação financeira da Cassi.
O encontro aconteceu depois que a direção da Cassi enviou um comunicado às entidades e ao Banco do Brasil alertando para a necessidade urgente de encontrar uma solução que mantenha a Caixa de Assistência em equilíbrio financeiro e dentro das regras exigidas pelos órgãos reguladores.
As entidades defenderam que o Banco do Brasil faça um aporte emergencial de R$ 580 milhões para garantir recursos imediatos e manter o atendimento aos associados. Também pediram que a cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário seja adiada para o fim de 2027.
À tarde, representantes das entidades e do Banco do Brasil se reuniram para negociar. O banco informou que vê com bons olhos a proposta de um aporte financeiro, mas ressaltou que essa medida, sozinha, não resolve todos os problemas da Cassi. Também lembrou que qualquer proposta precisará ser submetida à consulta dos associados.
O presidente da Cassi, Claudio Said, explicou que o comunicado enviado no dia anterior teve o objetivo de informar oficialmente o Banco do Brasil e os associados sobre a situação financeira da entidade e alertar para os riscos caso não sejam destinados novos recursos ao Plano de Associados. Segundo ele, o tema também foi registrado em ata na última reunião do Conselho Deliberativo da Cassi.
Durante a negociação, a coordenadora da mesa pelas entidades, Fernanda Lopes, reforçou que há consenso entre os representantes dos trabalhadores sobre a necessidade do aporte de R$ 580 milhões e do adiamento da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para 2027.
Segundo ela, essas medidas dariam mais tempo para que banco, Cassi e associados construíssem uma solução definitiva por meio de consulta ao corpo social, preservando a sustentabilidade da Caixa de Assistência.
As entidades também defenderam que a recomposição das reservas siga a divisão prevista na legislação: 70% de responsabilidade do Banco do Brasil e 30% dos associados.
Outro ponto discutido foi a elaboração de um documento formal entre as entidades e o banco para registrar os compromissos assumidos durante a negociação e orientar tanto os aportes quanto a consulta aos associados.
POSICIONAMENTO DO BB – Ao encerrar a reunião, o Banco do Brasil informou que recebeu a proposta apresentada pelas entidades de forma favorável, mas afirmou que necessita de mais tempo para analisar os impactos financeiros e operacionais da medida. A instituição reconheceu que a divisão do custeio na proporção de 70% para o banco e 30% para os associados está prevista na Resolução CGPAR nº 52, porém avaliou que alcançar esse patamar ainda é um desafio nas condições atuais. Diante da urgência da situação enfrentada pela Cassi, o banco comprometeu-se a apresentar uma resposta em curto prazo. Também informou que uma nova reunião será agendada para expor sua posição definitiva sobre as reivindicações apresentadas pelas entidades representativas dos funcionários.