Empregados da Caixa defendem o Saúde Caixa e cobram fim do teto de custeio
O Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa mobilizou empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal em todo o país nesta terça-feira (9). Em Piracicaba e Santa Bárbara d’Oeste, a ação contou com a participação do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região (SindBan), que esteve nas unidades da Caixa para dialogar com os trabalhadores sobre a importância de preservar e fortalecer o plano de saúde da categoria.
A ação foi coordenada pelo presidente do SindBan, José Antonio Fernandes Paiva, e contou com a participação dos diretores Ubiratan Campos do Amaral, Murici Tondato, Lucas Passos de Lima, João Possebon Neto, Paulo Cherles Amaral, Angela Savian (vice-presidente do SindBan), e as colaboradoras Gabrieli Menegati e Luciana Ana de Oliveira Ramos. Em Santa Bárbara d’Oeste, também participaram os diretores Agnaldo Roncasaglia e Rui Roberto Pezzolato.
A mobilização teve como principal reivindicação o fim do teto de custeio imposto pela Caixa ao Saúde Caixa. Atualmente, o banco limita sua participação nos gastos do plano a 6,5% da folha de pagamento, o que, segundo as instituições representativas dos empregados, tem aumentado a parcela dos custos assumida pelos trabalhadores da ativa e aposentados.
Durante as visitas, dirigentes sindicais conversaram com os empregados sobre os desafios enfrentados pelo plano e reforçaram a necessidade de garantir sua sustentabilidade sem transferir mais despesas para os usuários. O Saúde Caixa é considerado uma das principais conquistas históricas dos empregados da instituição, oferecendo ampla cobertura e atendimento em diversas regiões do país.
Além da defesa do plano, os trabalhadores também relataram preocupações relacionadas ao ambiente de trabalho, como o aumento das metas, a redução do quadro de pessoal, o fechamento de unidades e situações de sobrecarga que afetam a saúde física e mental dos empregados.
Outro tema debatido foi a situação dos empregados contratados após 2018, que enfrentam restrições para permanecer no Saúde Caixa após a aposentadoria. Para o movimento sindical, é fundamental que todos os trabalhadores tenham acesso aos mesmos direitos, independentemente da data de ingresso na empresa.
Durante a atividade, também foram coletadas assinaturas em apoio às reivindicações dos empregados e à abertura de negociações com a direção da Caixa.
Para Paiva, a defesa do Saúde Caixa é uma luta permanente. “Estamos falando de um patrimônio dos empregados da Caixa. Garantir um modelo de custeio justo significa preservar a qualidade da assistência médica para trabalhadores da ativa, aposentados e seus familiares, além de reconhecer a importância de quem constrói diariamente os resultados da empresa”, destacou.
A mobilização integra uma série de ações realizadas nacionalmente pelas entidades representativas dos empregados para pressionar a Caixa a rever as regras de custeio do plano e assegurar a manutenção dos direitos conquistados pela categoria.