Após 10 rodadas de negociação, os bancos apresentaram nesta terça-feira (25) duas propostas de reajuste para os trabalhadores. As duas foram rejeitadas por não garantirem aumento real e ainda trazerem riscos de perda de direitos.
A primeira proposta previa reajuste de 2,06%, o equivalente a 50% da inflação, o que representaria uma perda real de 1,99%.
Após ser rejeitada, foi apresentada uma segunda proposta, de 2,57%, correspondente a 62% da inflação. Mesmo assim, haveria uma perda real de 1,50%.
Além dos reajustes abaixo da inflação, as propostas incluíam medidas como: congelamento da PLR e do piso de ingresso; retirada de algumas gratificações e benefícios; retirada da ajuda para deslocamento noturno e aumento de apenas 2,57% em benefícios como auxílio-creche, auxílio para pais de filhos com deficiência e ajuda de custo para teletrabalho.
Na segunda proposta, foi mantida a verba de requalificação profissional, com reajuste de 2,57%, e a multa prevista em caso de descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho.
A categoria quer uma proposta que garanta aumento real nos salários, além de melhorias na PLR, no piso e nos vales alimentação e refeição (VA/VR).
Os bancos registram lucros muito altos, enquanto os trabalhadores continuam enfrentando pressão, demissões e aumento da carga de trabalho. Por isso, a categoria considera insuficiente uma proposta que fica abaixo da inflação.
REQUALIFICAÇÃO E RECOLOCAÇÃO – Também foi discutida a situação dos trabalhadores demitidos. Entre janeiro de 2025 e julho de 2026, o setor bancário registrou mais de 37.500 desligamentos.
A negociação avançou no sentido de construir uma proposta conjunta para ajudar na requalificação e recolocação dos trabalhadores demitidos.
A categoria seguirá mobilizada, com ações nas ruas e nas redes sociais. A luta continua por uma proposta decente, com aumento real e valorização dos trabalhadores.