Categoria cobra avanços nas negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026
Nesta quinta-feira (20), o Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região integrou a paralisação nacional de 24 horas, que paralisou agências bancárias em diversas regiões do país. A decisão foi tomada pela categoria em assembleia realizada na segunda-feira (17), diante da insatisfação com as propostas apresentadas nas negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026.
A paralisação teve como objetivo pressionar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) pela retomada de uma negociação efetiva e pela construção de uma proposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores. Em Piracicaba e nas demais cidades da base do Sindicato, a mobilização teve forte adesão, incluindo as agências da base.
Em Piracicaba, 100% das agências tiveram o atendimento presencial interrompido nesta quinta-feira (20). O mesmo índice foi registrado em Capivari, Santa Bárbara D’Oeste, Águas de São Pedro, Charqueada, São Pedro e Santa Maria da Serra. Nas demais cidades, a paralisação também foi expressiva: 75% das agências paralisaram em Laranjal Paulista, 66,66% em Rio das Pedras e 50% em Conchas, Tietê e Cerquilho.
A paralisação contou com a participação de todos os diretores e diretoras do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região, que estiveram nas ruas e nas agências durante o movimento. A unidade da direção sindical e a convergência em torno das reivindicações da categoria contribuíram para fortalecer a paralisação. Em Piracicaba, pela primeira vez desde a última greve, gerentes também aderiram à paralisação, ampliando a participação e dando ainda mais legitimidade ao movimento.
Durante a paralisação, dirigentes sindicais estiveram nas agências para conversar com os bancários e explicar aos clientes os motivos do movimento. “Nós não ficamos felizes em cruzar os braços. Fizemos a opção de ser bancários para atender os clientes. Mas não dá para ficar abaixando a cabeça”, destacou José Antonio Fernandes Paiva, presidente do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região.
Entre os principais pontos de insatisfação está a proposta de reajuste apresentada pelos bancos, dividida em diferentes faixas salariais, além da tentativa de congelamento do piso da categoria. Para o movimento sindical, medidas como essas não correspondem à realidade de um setor que apresenta alta rentabilidade e registra lucros elevados.
A paralisação também chama atenção para questões como a manutenção dos empregos, o fechamento de agências e as condições de trabalho. “Se você pode perder o emprego amanhã, você está preocupado com um dia”, afirmou o presidente, ressaltando que a paralisação busca fortalecer os trabalhadores na mesa de negociação.
Nos bancos públicos, os trabalhadores também têm reivindicações específicas. No Banco do Brasil, por exemplo, permanecem pendências relacionadas ao plano de saúde e aos bancários incorporados. Na Caixa Econômica Federal, questões como o Saúde Caixa e o Super Caixa estão entre os temas considerados prioritários.
Para o Sindicato, a forte adesão registrada nesta quinta-feira demonstra a insatisfação da categoria e deve servir como instrumento para destravar as negociações. “Nós queremos negociação efetiva na semana que vem”, reforçou Paiva, líder do SindBan.