A negociação da Campanha Nacional dos Bancários realizou mais uma rodada nesta quarta-feira (05) e o Banco do Brasil não apresentou respostas concretas para as principais reivindicações dos trabalhadores. Entre os temas cobrados pelo movimento sindical estão a contratação de mais funcionários por meio de concurso público, uma solução definitiva para o custeio da Cassi e mudanças no Plano de Cargos e Salários (PCS/PCR), para corrigir distorções que impedem a valorização salarial.
Os representantes dos trabalhadores reforçaram a necessidade de o banco ampliar sua participação no financiamento da Cassi, revisar o modelo de metas, garantir igualdade de acesso à Cassi e à Previ para os funcionários egressos de bancos incorporados, promover melhorias na previdência complementar e aperfeiçoar o plano de carreira e remuneração. Além de assegurar aos funcionários egressos de bancos incorporados o mesmo acesso e atendimento à Cassi e à Previ oferecido aos demais empregados.
Outro ponto destacado foi a falta de funcionários em diversas unidades. Segundo o movimento sindical, o quadro reduzido tem provocado sobrecarga de trabalho, filas de atendimento, fechamento de agências por falta de pessoal e dificuldade para o cumprimento das metas. Além disso, avaliações negativas das unidades acabam afetando diretamente a remuneração dos empregados, aumentando o estresse e os impactos na saúde física e mental.
Também foi criticada a contratação de correspondentes bancários, considerada uma forma de terceirização que pode fragilizar a segurança das informações dos clientes.
Durante a reunião, o movimento sindical ainda cobrou que o Banco do Brasil fortaleça seu papel como banco público, questionando a prática de juros elevados em operações de crédito e os impactos dessa política sobre clientes e trabalhadores.
Em resposta, o banco reconheceu a necessidade de encontrar uma solução para a sustentabilidade financeira da Cassi, mas informou que ainda precisa de mais tempo para apresentar uma proposta definitiva. Sobre os funcionários egressos e a previdência complementar, informou que os estudos continuam e que o tema será retomado em mesas específicas. Em relação às metas, anunciou que apresentará um novo programa para revisão de indicadores pelas unidades.
Os representantes dos trabalhadores também contestaram a posição do banco sobre as reivindicações econômicas e defenderam a revisão do Plano de Cargos e Salários. Segundo o movimento sindical, o atual modelo reduz uma verba complementar conforme o empregado progride na carreira, impedindo aumentos reais na remuneração e fazendo com que o que deveria ser o piso salarial funcione, na prática, como um teto.
PRÓXIMA RODADA – A próxima rodada de negociações acontece no dia 14 de agosto (sexta-feira). A expectativa da categoria é que, desta vez, o Banco do Brasil apresente respostas concretas e propostas que reconheçam o valor de quem faz a instituição acontecer todos os dias. Este é um momento decisivo da Campanha Nacional dos Bancários. Cada avanço depende da mobilização e da participação da categoria. Por isso, é fundamental que todos os bancários e bancárias acompanhem as negociações, fiquem atentos às informações divulgadas pelo movimento sindical e fortaleçam essa luta coletiva.