.: Mulheres conquistaram há 89 anos o direito ao voto

Faz 89 anos que as mulheres brasileiras conquistaram o direito ao voto. Em 24 de fevereiro de 1932, com decreto do governo, o voto feminino foi assegurado.

A conquista foi fruto de intensas lutas, tanto no país como em outras nações, onde as mulheres desenvolveram campanhas pelo direito ao voto. Mas cinco anos antes, a professora *Celina Guimarães Viana conseguiu o registro para votar, ao solicitar a inclusão de seu nome na lista de eleitores da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Papel importante também teve a advogada Berta Lutz, que participou das primeiras entidades de defesa dos direitos das mulheres no Brasil.

Das campanhas das sufragistas e participação das trabalhadoras em grandes greves e mobilizações, desde o começo do século passado, as mulheres se empenharam em lutas não só pelo direito ao voto, mas para o reconhecimento da cidadania integral, com igualdade de direitos. Uma luta que se ampliou pelas dimensões política, social, econômica e comportamental.

As mais prejudicadas com a crise - A crise econômica e sanitária que prejudica as mulheres de forma mais grave. Desde o início da pandemia, aumentaram os registros de violência doméstica.

O desemprego atinge mulheres de forma mais aguda e agora elas que têm de manter milhões de famílias atingidas pelo fim do auxílio emergencial, que precisa voltar, mas não em menor valore do que era antes de ser cancelado pelo governo.

Categoria bancária - A categoria bancária sempre teve um forte protagonismo na luta em defesa dos direitos das mulheres.  Foi a primeira categoria que conquistou, em negociação com o setor patronal, uma cláusula sobre igualdade de oportunidades.

A categoria mantém uma mesa de negociação específica e permanente, onde debatemos de forma cotidiana questões relativas ao direito das mulheres.  O Sindicato mantém o programa Sindban Acolhe para mulheres vítimas de assédio e outros tipos de violência.

Plenárias - O 24 de fevereiro antecede o início da campanha Março, Mês da Mulher. As atividades começam esta semana. A primeira delas é uma plenária virtual da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP), que vai debater a luta das mulheres e o voto feminino. Será no próprio dia de comemoração da conquista, na quarta-feira (24), às 17h, pelo Facebook e pelo Youtube da CUT-SP. Participam a deputada federal Maria do Rosário e a vereadora Juliana Cardoso, com mediação da secretária da Mulher da CUT-SP, Márcia Viana.

A segunda plenária virtual será na quinta-feira (25), pela página da Contraf-CUT no Facebook, das 18h às 19h30. Com mediação de Elaine Cutis, o encontro vai definir propostas de atividades a serem feitas em março.

Também vai debater a mobilização das mulheres no atual contexto político brasileiro e a atuação feminina no parlamento. Participam as dirigentes sindicais Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT; Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região; Suzineide Rodrigues, presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco; Adriana Nalesso, presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro; Tatiana Oliveira, presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, e Magali Fagundes, presidenta do Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG).

*Celina Guimarães Viana está na imagem acima, que ilustra a matéria.

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