.: Mortes por Covid-19 crescem entre trabalhadores do setor financeiro

Nesta quinta-feira (27), a categoria bancária promoveu o Dia Nacional de Luta pela sua inclusão como essencial no Plano Nacional de Imunização (PNI). Uma reivindicação justa se levarmos em conta que a variação no número de desligamentos por morte cresceu mais que dobrou no 1º trimestre deste ano, na comparação com mesmo período do ano passado. O crescimento do número de mortes é associado à pandemia.

O Boletim Emprego em Pauta, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de maio de 2021, destacou que o número de desligamentos por morte de trabalhadores com carteira assinada cresceu 71,6% na comparação entre os primeiros trimestres de 2020 e 2021.

“Entre mais de 20 setores econômicos analisados as ‘Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados’, na qual os bancários estão enquadrados, foi o terceiro com maior variação no número de desligamentos por morte no 1º trimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020, com variação de 114,6%”, afirmou Gustavo Cavarzan, economista do Dieese.

Em uma análise dos desligamentos por morte apenas na categoria bancária, a variação no número de desligamentos por morte foi de 176,4%, chegando a 152 desligamentos por morte no 1º tri de 2021 e 473 desligamentos por morte nos últimos 12 meses.

Sindban – Levantamento do Sindban já apontava grande número de infectados por Covid, por conta do perfil da profissão. Na base do sindicato, mais de 18% dos profissionais já foram contaminados, além de três mortes. “Se consideramos que cerca de 40% dos bancários estão em home office, os índices de infecção dos trabalhadores que estão na agência superam os 45%”, comenta José Antonio Fernandes Paiva, presidente do Sindban.

Não por acaso a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) organizou nesta quinta-feira o Dia Nacional de Luta pela inclusão da categoria bancária entre as prioridades para a vacinação contra a Covid-19 no PNI do governo federal.

Os dados do Novo Caged não apontam exatamente a causa da morte dos trabalhadores, mas todos os indicativos apontam que o crescimento de mortes se deve, principalmente, a mortes por Covid-19.

Quando comparamos a tendência dos desligamentos por morte no mercado de trabalho formal, vemos uma correlação enorme com a tendência geral das mortes por Covid-19 no Brasil. O mês de março de 2021, por exemplo, foi o mês com maior número de desligamentos por morte com 10.571 casos e foi também o mês com maior número de mortes por Covid-19 no país. A

penas para termos ciência da magnitude dessa cifra de março, vale dizer que nos anos de 2017, 2018 e 2019 a média mensal de desligamentos por morte no mercado de trabalho formal no Brasil girava em torno de 4.500 ao mês”, ressaltou o economista Gustavo Cavarzan.

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