.: Sobre a vida, o feminismo e de que realmente precisamos

10/04/2017 - 16:05

Vários temas já foram abordados no dia da mulher, desde simples homenagens de entrega de rosas até sobre a importância de igualdade e de reconhecimentos.

Nos últimos anos alguns meios sociais chamaram a atenção para a importância do basta à violência física e psíquica contra a mulher. No ano passado, em função de um estupro que tomou proporção jornalística, discutiu-se se o estupro era legítimo ou não. Como assim? Não se justifica nenhuma violência contra ninguém, nunca, jamais.

Ao contrário do que muitas vezes imaginamos, machismo não é igual ao feminismo. Feminismo é apenas a busca de igualdade de gêneros. Exemplos como cantadas desqualificadas, brincadeiras comparativas e pouco adequadas, abuso sexual infantil realizado dentro da própria família ou grupo social, estupros e sexo sem consentimento na idade universitária, assédio sexual na idade adulta ainda fazem com que esta mulher se torne completamente frágil em todos os sentidos de sua vida, são marcas e traumas irrecuperáveis. Neste contexto desrespeitoso e desumano nem temos como discutir conceitos tão importantes como auto estima ou autoconfiança da mulher.

Ampliando a consciência crítica sobre a falta de cuidado com relação a desigualdade entre homens e mulheres, observou-se também que esta mulher desde criança é ensinada e educada a ser submissa. Desde os livros e contos de fadas, princesas indefesas a espera de príncipes perfeitos, até brinquedos ligados aos cuidados domésticos e nenhum jogo criativo ou cultural estimulante para meninas. Hoje chegamos a questionar qual o motivo de rotular gênero em brinquedos.

Mais uma vez, a futura mulher tem menos condições de se apropriar das suas condições criativas, intelectuais e profissionais, subjugada apenas aos cuidados domésticos do lar e do cuidado de filhos.

Feminismo não é “mimimi”, mas um grito latente de que precisamos dizer chega! Que nossas filhas sejam mais felizes na vida profissional, afetiva, sexual, social e cultural.  Que elas possam liderar qualquer frente de trabalho e que possam dividir, digo sim, dividir com seus parceiros as tarefas domesticas e a deliciosa arte de criar e educar os filhos. Com menos estresse e mais qualidade de vida e que possam escolher seus parceiros sem se sentirem abusadas ou controladas fisicamente ou emocionalmente.

 E que nossos filhos homens possam saborear o vínculo com esta nova mulher que com certeza será mais companheira, reconhecida, e desenvolvida sexualmente e afetivamente dividindo também a responsabilidade financeira e social.

Aprendendo a Igualdade de gênero homens e mulheres serão capazes de se compreenderem se respeitarem e se amarem com mais leveza e menos agressão. Enquanto isso, ainda nesta década, lutemos pelo nosso espaço, pelo tempo conosco mesmo e por mais poesia e encanto pela vida por favor.

“Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima. Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar.” Martha Medeiros

Nahara Leite Ribeiro - Psicóloga: CRP: 06/59505

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