.: SindBan se une aos estudantes e professores no Ato em Defesa da Educação

Ao anunciar o corte de 30% das verbas de 60 universidades federais e 40 institutos federais de ensino, o ministro da Educação do governo Bolsonaro justificou dizendo que essas instituições promovem “balbúrdia”. A reação à medida, que coloca em risco a pesquisa científica e o futuro de milhões de jovens no país foi intensa, com protestos em todos os estados e em Piracicaba nesta quarta-feira (15) escolas e universidades paralisaram às atividades contra o desmonte na educação. E mais uma vez mostrando a forma da instituição o Sindicato dos Bancários esteve presente na manifestação que teve concentração no mercado municipal e na Praça José Bonifácio e seguiu em direção a “Casa do Povo”, a “Câmara de Vereadores de Piracicaba”. A greve dos trabalhadores e estudantes também é contra a reforma da Previdência, um ataque ao direito de se aposentar de milhões de trabalhadores.

“O governo mira nas universidades porque as identifica como focos de resistência e oposição e de formação de opinião, mas ao tomar essas medidas fere a democracia, o conhecimento e o futuro do país. Não existe corte é um ataque brutal à pesquisa científica e consequentemente ao desenvolvimento nacional. Por isso, os bancários e outras categorias irão se unir aos professores e estudantes neste dia de luta, que também é pela manutenção do direito às aposentadorias”, destaca o Presidente do Sindicato dos Bancários José Antonio Fernandes Paiva.

Estudantes, crianças, idosos e sindicatos relacionados à educação participam do ato. Vários cartazes fazem referência à fala do ministro da Educação, Abraham Weintraub sobre "balbúrdia" em universidades. Durante o ato o microfone foi aberto para os estudantes tratarem de seus trabalhos acadêmicos, fazerem a exposição de suas poesias, e textos. Mais de 3 mil pessoas, entre professores, alunos e trabalhadores se juntaram no grito, “A nossa educação não é mercadoria”.

“Nessa manifestação me sinto como se estivesse sempre começando. A luta nunca acaba. Me recordo como se fosse hoje de quanto tomamos essa praça em 1992 contra o presidente Collor”. Claudia Novoletti.

Paiva lembra que, ao atacar as universidades, o Brasil caminha na contramão de países desenvolvidos como a Alemanha, por exemplo, que acaba de anunciar investimentos de 160 bilhões de euros na educação, ao longo de 2021 e 2030. Ao justificar a medida, a ministra da Educação alemã disse: “Com isso estaremos garantindo a prosperidade de nosso país no longo prazo.”

 

Pautas

A paralisação de um dia ocorre contra as medidas na educação anunciadas pelo governo Jair Bolsonaro.  Em abril, o Ministério da Educação divulgou que todas as universidades e institutos federais teriam bloqueio de recursos. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

De acordo com o Ministério da Educação, o bloqueio é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias — aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas. O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhão, ou 3,43% do orçamento completo — incluindo despesas obrigatórias.

Bruna Togni MTB 081055/SP

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