.: SindBan repudia agressão a dirigente sindical por extremista que defende a reforma da Previdência

SindBan repudia agressão a dirigente sindical por extremista que defende a reforma da Previdência

 

O Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região juntamente com o Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba (Conespi) repudia a agressão contra o diretor do Sindicato dos Municipais e da entidade, José Osmir Bertazzoni, praticada na última quinta-feira, 27 de junho, durante o pequeno expediente da Câmara de Vereadores, por um dos militantes de grupos extremistas que defendem a reforma da Previdência Social.

A nota de repúdio à agressão foi transcrita nesta manhã de terça-feira, 02 de julho, durante reunião do Conespi. Na oportunidade cerca de 15 entidades estavam reunidas no Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região, após diversos dirigentes se solidarizarem com Bertazzoni e repudiarem a agressão praticada oelos membros do Movimento Direita Livre.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários, José Antonio Fernandes Paiva, os trabalhadores não podem se calar ante a um ataque a sua liberdade, e a liberdade de pensamento, “estão há tempos nos tirando tudo o que conquistamos aos poucos, estão há todo momento encontrando formas de nos desacreditar ou diminuir a nossa voz frente a sociedade, e agora dentro da casa do povo temos o nosso direito de manifestação cerceado por eles, pessoas que se dizem representantes populares, mas que não estão inseridas em nenhum fórum de debate, de trabalho, de construção de uma sociedade melhor, pessoas que não atuam diariamente como nós, mas que se sentem no direito de nos calar, um aviso a eles : jamais conseguirão”.

Segundo o presidente do Conespi, Wager da Silveira, o Juca dos Metalúrgicos, em uma democracia, onde as pessoas têm direito à manifestação, “é inadmissível a agressão simplesmente por não concordar com uma determinada posição”. Bertazzoni, que é servidor municipal há mais de 40 anos, advogado, e diretor do Sindicato dos Municipais, sendo o idealizador da criação da entidade, foi praticada quando ele simplesmente ergueu as mãos para cima ao se colocar contrário ao discurso feito na tribuna popular da Câmara, por um dos organizadores do ato em defesa do presidente da República, realizado no último domingo, que declarava que “o povo brasileiro defende a reforma da Previdência Social”. Neste momento, Osmir Bertazzoni foi agredido covardemente pelas costas, por um dos apoiadores do movimento, causando tumulto na galeria da Câmara, que foi reprendida pelo presidente da Casa, Gilmar Rotta, após dizer que os trabalhadores não aprovam a reforma da Previdência, que, como diz, transformará o Brasil e um “país de miseráveis”.

A nota diz o seguinte: “O Conespi ratifica a sua luta em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores e dos direitos sociais. É totalmente contrário à intolerância, o fascismo, o ataque aos direitos dos trabalhadores e mantém o seu compromisso de atuação firme e responsável em todos os fóruns que participa, com atividades diárias, na melhoria da vida de cada brasileiro, independente de raça, credo religioso e posição social. A agressão praticada de forma covarde contra o companheiro José Osmir Bertazzoni, pai de família, trabalhador, dirigente sindical, que tem um trabalho reconhecido mundialmente, inclusive com participações na OIT (Organização Internacional do Trabalho), em defesa dos trabalhadores, é uma agressão a todos os brasileiros de bem que respeitam as mais variadas posições e que querem e trabalham por uma sociedade justa e igualitária”.

Para o presidente do Conespi, “como é que este grupo extremista fala em democracia, em defesa do povo, e acaba agredindo quem representa de fato o povo, que é o trabalhador brasileiro? Tenho absoluta convicção de que os interesses deles são outros, exclusivamente financeiro. É descabido alguém utilizar a tribuna popular da Câmara para dizer que quer a reforma da Previdência Social e está do lado do povo. Quem está do lado da população brasileira somos nós, que não queremos e não aceitamos uma reforma que irá empobrecer ainda mais o nosso país”, ressaltou.

O vice-presidente do Conespi, José Antonio Fernandes Paiva, também repudiou a agressão e disse que “estamos vivendo um momento gravíssimo, com a extrema direita indo às ruas para pedir o fechamento do Congresso Nacional e do STF”, instituições que são a base da democracia. “Eles querem a instalação do fascismo no Brasil, com o pensamento único, e querem fechar o STF para evitar que a suprema corte possa reverter este golpe fascista”, ressaltou, defendendo que os sindicatos de trabalhadores devem continuar nas ruas dialogando com a sociedade e mostrando que o projeto de reforma da Previdência Social é mais um ataque aos trabalhadores, que são a força motora do desta cidade, do Estado e do Brasil.

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