.: SindBan recebe professor da USP para um curso sobre a História do Sindicalismo

SindBan recebe professor da USP para um curso sobre a História do Sindicalismo

 

Entender a história do universo o qual está inserido é fundamental para fortalecer o movimento, seus membros e consequentemente a Luta. Por isso, na noite desta quinta-feira, 14 de dezembro, o SindBan recebeu o Professor Marcos Cassini para realizar um curso sobre a História do Sindicalismo.

A palestra foi aberta para a sociedade, e cerca de 30 pessoas— incluindo diretores do SindBan, participaram do curso que apresentou o sindicalismo desde sua origem até os dias atuais. Segundo o dirigente sindical Claudio José Fasanaro, a explanação do professor elucidou várias questões sobre as centrais sindicais. “Foi muito importante participar desta palestra, visto que nós estamos dentro do movimento sindical, trabalhando ativamente em prol da categoria, e para que possamos fazer isso de uma melhor forma é importante que conheçamos a história, a origem, e também saibamos as lutas que as pessoas tiveram para que hoje existisse o movimento sindical. As palavras do professor foram muito claras em todos esses pontos, a formação das centrais, o papel delas, tudo ficou muito claro para nós que conhecemos o movimento, e também para as pessoas que vieram para o curso, mas não são de nenhum sindicato”, comentou.

Segundo o Professor, Marcos Cassin, umas das grandes dificuldades do Sindicalismo no Brasil nos dias atuais é a questão da honestidade sindical. “Atualmente a visão do trabalhador mudou, e por causa do imposto sindical, muita gente coloca em dúvida a honestidade dos sindicatos. Por isso, com a reforma trabalhista os sindicatos precisam se reinventar, por que se não muitos sindicatos, principalmente os pequenos serão engolidos pelas mudanças”, comenta.

O dirigente do SindBan Mauricio Nobre Vieira Junior, comenta que este ano e os próximos serão momentos de ruptura. “Os Sindicatos precisarão se reinventar para sobreviver, a partir de agora vivemos um processo de mudanças de desmonte para o sindicato e para os trabalhadores, então será o momento de criar novos jeitos, de se aproximar da base, manter uma relação mais direta com a categoria com diálogo, para que o trabalhador entenda que sem um representante como o sindicato a relação será mais difícil”. Alerta.

Novas relações de emprego

Um outro ponto polêmico levantado durante o debate, foi o aumento do Uber como forma de “trabalho”. “O indivíduo se empolga ante a atual crise econômica, desempregado, decide aderir ao trabalho ofertado, afinal, já ouviu histórias de que um primo do amigo da sua vizinha estaria faturando mais de R$ 7 mil ao mês, ou que, fulano largou o emprego para se dedicar ao Uber. Por isso, muitos embarcam nessa nova possibilidade, porém esse meio não é uma forma de trabalho, afinal você não possui um vínculo com a empresa, todas as negociações são feitas por um formato de pré-contrato unilateral, com isso o indivíduo abre mão dos seus direitos”, comenta.

Formas de trabalho como essa são uma tendência do mercado e principalmente diante das novas regras que legalizam o contrato intermitente a prestação de serviços, entre outros. Seguindo essa forte tendência, o trabalho com carteira assinada como a ser reduzido e consequentemente o número de associados a uma determinada categoria.

 

História do Sindicalismo

Durante o curso o Professor contou a história do sindicalismo desde o seu surgimento que está ligado ao contexto da industrialização e consolidação do capitalismo na Europa a partir do século XVIII, quando ocorreu a Revolução Industrial. Passando pelo nascimento no Brasil que é influenciada pela migração de trabalhadores vindos da Europa para trabalhar no país. E pela mudança na economia brasileira marcada pela abolição da escravatura e a Proclamação da República. As primeiras formas de organização foram as sociedades de auxílio-mútuo e de socorro, que objetivavam auxiliar materialmente os operários em períodos mais difíceis. Em seguida, são criadas as Uniões Operárias, que com o advento da indústria passam a se organizar de acordo com seus diferentes ramos de atividade. Surgia assim o movimento sindical no Brasil

Em 1988 a Constituição Federal cria a redemocratização e traz mais liberdade ao movimento sindical, retirando regras como a necessidade de autorização do Ministério do Trabalho para funcionamento de um sindicato e possibilitando a sindicalização dos servidores públicos. Atualmente o Sindicalismo vive uma fase de se reinventar e de nova luta em prol do direito dos trabalhadores.

 

Bruna Togni - MTB 81055/SP

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