.: SindBan permanece na luta em defesa dos bancários do Santander

Dia de Luta é todo o dia. Por isso, nesta quinta-feira, 21 de dezembro, o SindBan continuou a sua batalha em prol dos bancários do Santander. Desta vez, o ato aconteceu nas agências de Santa Bárbara d’Oeste e teve como intenção dar continuidade ao Dia Nacional de Luta, realizado ontem em todo país.

Na atividade de hoje, o SinBan conversou com os bancários e entregou o informativo que apresenta aos funcionários os pontos da reforma implantados pelo Santander. O banco atropelando o Acordo Coletivo Nacional da categoria bancária assinado com a Fenaban, e que tem vigência legal até 31 de agosto de 2018, decidiu de forma unilateral aplicar já em dezembro as regras abusivas da recém-aprovada Reforma Trabalhista. Para o presidente do SindBan, José Antônio Fernandes Paiva, o comportamento do Santander é um desrespeito com os funcionários. “O banco fez as mudanças sem negociar absolutamente nada, todas em prejuízo dos empregados. Como é por exemplo, a mudança da data do salário do dia 20 para o dia 30, entendemos que pode ser uma questão contábil, mas ela precisa que ser negociada para que não traga ônus aos funcionários, os bancários também têm compromissos financeiros vigentes e programados para o dia 20. E não podemos esquecer as demissões que ocorrem em todo o país, mesmo com lucro de 26% do valor mundial alçando pelo Santander Brasil”, observou.

A intenção do movimento sindical com as mobilizações é que o banco Santander retorne as mesas de negociações e dialogue sobre as novas medidas a fim de evitar prejuízos para os funcionários. De acordo com o presidente do SindBan as mobilizações em todo o Brasil, foram um recado ao banco espanhol “As manifestações em todo o país mostraram que não iremos aceitar o retrocesso, acredito que o recado tenha sido dado e tenha surtido efeito, e que em breve estejamos conversando com a diretoria do Santander sobre essas questões”, comenta.

Mudanças - Antes, o banco dava o prazo de um mês para compensação da hora extra. Caso não fosse possível compensar nesse prazo, o banco pagava o período a mais trabalhado com acréscimo de 50% sobre o valor da hora normal de serviço. Valendo-se da reforma trabalhista, o Santander já impôs negociação individual para este tema, e ainda estenderá o prazo de compensação para seis meses. Outro ponto é o fracionamento das férias, embarcada na nova lei trabalhista é a negociação individual entre funcionário e empregador com relação às férias, que poderão ser fracionadas em até três períodos – desde que nenhum deles seja menor do que cinco dias. Como se não bastasse a pressão e o excesso de trabalho para atingir o lucro projetado a meta para 2018 têm o aumento de 20% sobre o montante deste ano. Além disso, pretende retardar a data do crédito do salário, do dia 20 para o dia 30; e do décimo terceiro, que era adiantado em março e novembro, e passará a será pago em maio e dezembro.

Bruna Togni - MTB 81055/SP

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