.: Pressão faz Santander aumentar em 80% o PPR

Depois de cinco meses de negociações e intensos debates, os bancários do grupo Santander conquistaram nesta quarta-feira, dia 3 de fevereiro, diversos avanços. Entre eles está o Programa de Participação nos Resultados (PPR), que após muita pressão foi elevado de R$ 700,00 para R$ 1.250,00 um reajuste de cerca de 80%. O valor será creditado junto com a PLR no próximo dia 19. Para o ano que vem, o PPR será ainda maior: R$ 1.350,00 no mínimo.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região, José Antonio Fernandes Paiva, diz que “graças à pressão dos bancários, foram ampliadas as conquistas para o acordo aditivo, que terá validade por dois anos. Por isso já definimos os valores do PPR para 2011, mas reivindicamos que o pagamento seja antecipado para o segundo semestre deste ano”, explica. Destaca também que esse foi o primeiro acordo unificado fechado com a direção do Santander após a fusão com o Real. “Apesar das idas e vindas, o final foi bastante positivo. O Santander respeitou a mesa de negociação e apresentou proposta que valoriza os trabalhadores”, explica.
Além de renovar todas as cláusulas do acordo aditivo do ano passado, com direitos que vão da bolsa de estudo à estabilidade, os bancários conquistaram mais benefícios, como a extensão do prêmio de dois salários para todos que fizerem 25 anos de banco, inclusive os oriundos do Santander que já tinham completado antes de 1º de janeiro de 2009. O banco acatou a proposta da representação dos bancários e pagará um salário em março de 2010 e outro em janeiro de 2011.
Outra importante conquista é a prorrogação do “pijama” e do abono indenizatório até 31 de agosto de 2010. A pressão dos funcionários também garantiu a licença não remunerada de 30 dias para quem tem um parente de primeiro grau com problemas de saúde (cônjuge, pais, filhos e sogros). Esse é um direito que os funcionários do Santander tinham na Espanha e agora é extensivo aos colegas do Brasil.

Muita luta – Para conquistar um bom acordo aditivo os bancários do Santander tiveram de lutar muito. As negociações começaram no início de setembro, quando os sindicatos apresentaram a pauta com as reivindicações específicas dos funcionários do banco espanhol. Mas o PPR emperrou as negociações. O banco apresentou uma proposta insuficiente, que foi rejeitada pelos bancários. Com isso, as discussões foram interrompidas e os trabalhadores tiveram de realizar uma jornada nacional de lutas, com paralisações e protestos em todo país, para garantir a retomada das negociações.
“Depois de muita pressão, o banco voltou a negociar e os funcionários conquistaram um PPR mais justo. Com isso, todos ganham: empresa e os trabalhadores, mostrando que a via negocial é sempre o melhor caminho”, diz Paiva.

Vanderlei Zampaulo – MTb-20.124

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