.: Piracicaba mostrou sua cara: 3 mil pessoas foram às ruas contra as Reformas

02/05/2017 - 17:30

As diferenças coloriram as ruas e foram para luta na última sexta-feira (28), dia de Greve Geral por todo o Brasil

Branco, preto, pardo, jovem, idoso, bancário, professor, metalúrgico, comerciante e estudante. As diferenças coloriram as ruas e foram para luta na última sexta-feira (28), dia de Greve Geral por todo o Brasil. Em Piracicaba, cerca de 3 mil pessoas participaram das manifestações, 42 entidades, entre elas o SindBan (Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região), se uniram para lutar por uma bandeira: os direitos previdenciários e trabalhistas da população brasileira.

Os protestos começaram de madrugada. Trabalhadores do transporte público da cidade se mobilizaram nas garagens piracicabanas e paralisaram a circulação dos ônibus até às 11h. No centro da cidade, o comércio permaneceu fechado até às 14h. Professores municipais e de escolas privadas também participaram das manifestações. Com duração de 6 horas, a passeata começou, oficialmente, às 8h00, na avenida Armando Salles de Oliveira e teve seu encerramento, com falas oficiais, na frente do prédio do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), às 14h.

As palavras de ordem ficaram por conta de juventude. Estudantes e militantes do movimento Levante Popular da Juventude e das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo transformaram música em protesto. Seguindo o som do tambor, a população cantou contra a retirada de direitos conquistados com anos de luta. Para o estudante e militante do Levante Popular da Juventude, Frodo, as ações promovidas pelo movimento não ganham visibilidade nas grandes mídias.

“Se não chega na imprensa, não chega para a população. Durante o mês passado, vários estudantes paralisaram aulas para protestar contra as Reformas propostas pelo Governo Federal. Nós, jovens, estamos na luta e vamos continuar nela. Não só estudantes das escolas municipais e estaduais estão desenvolvendo atividades, mas também universitários da Unimep  (Universidade Metodista de Piracicaba) e da Esalq-Usp (Universidade de São Paulo - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) também estão na luta”, comentou.

Segundo o presidente do SindBan, José Antonio Fernandes Paiva, mais de 40 agências bancárias aderiram ao movimento. “Existe uma tendência midiática de criminalização dos movimentos sociais e alienação das reais consequências das Reformas. Há mais de 100 mudanças na CLT, mas a única coisa que se noticia é o fim da contribuição sindical. Os dirigentes sindicais levaram informações e material para as agências, conversaram com os bancários sobre as reais mudanças e foram essas explicações que fizeram a categoria aderir ao movimento”, comentou.

“Aberrações jurídicas”. Para o presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba e advogado previdenciário, Matheus Erler, esse é o verdadeiro nome para as propostas apresentas pelo Governo Federal. O Legislativo piracicabano lançou, em conjunto com o Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba), a campanha ‘Reforma da Previdência Não’. “Uma pessoa que se aposenta hoje com 55 anos de idade e 35 anos de serviço não mais se aposentará. O Congresso, que não me representa, aprovou uma Reforma Trabalhista absurda. Não são necessárias Reformas, mas sim um desmonte da corrupção”, comentou o vereador.

Se por um lado os jovens fizeram gritos ecoarem pelas ruas piracicabanas, a velha guarda da militância proporcionou a troca de experiência e aprendizado. Um dos primeiros militantes do Movimento dos Favelados de Piracicaba, Luiz Souza, o Luizinho, discursou sobre sua militância para os jovens. “Eu nunca concordei com as coisas conservadores, gosto das mudanças que sejam para melhor. A luta está no meu sangue, desde 1978 eu participo de protestos e lutas sociais. Espero que isso nunca morra”.

Marina Mattus - MTB: 0083471/SP

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