.: Movimentos sindicais preparam mobilização para impedir desmonte na CEF

Sindicatos de bancários de todo o país devem intensificar a mobilização dos empregados da Caixa Econômica Federal em todo o país contra a intenção do governo Temer tornar o banco uma empresa de sociedade anônima, entre outras medidas promovidas pelo banco que prejudicam os funcionários e toda a sociedade. A intensão é, em ações conjuntas com movimentos sociais, promover a paralisação das atividades e ocupações de agências e departamentos na quinta-feira (7), provável data da próxima reunião do Conselho de Administração da Caixa.

O Diretor do SindBan e bancário da Caixa, Ubiraci Campos do Amaral, comenta sobre a importância lutar para que a Caixa continue sendo totalmente estatal, e que o SindBan se unirá as manifestações. “A Caixa é o único banco 100% público que atende a população brasileira. É o único que investe em infraestrutura, saneamento básico, mobilidade, habitação nas cidades brasileiras em parcerias com as prefeituras. Basta olhar para Piracicaba e vermos as placas das obras da Prefeitura, logo vamos perceber o logotipo da Caixa, que é um agente financeiro do governo federal que investe no desenvolvimento das cidades. Os movimentos sociais, principalmente de luta por moradia, também estão protestando contra os ataques promovidos pelo governo Temer aos bancos públicos, uma vez que eles são os responsáveis pelos investimentos públicos nas áreas da habitação, da agricultura familiar, desenvolvimento regional, redução da fome e da desigualdade socioeconômica”, comenta.

“A Caixa é responsável por aproximadamente 70% da carteira de financiamento habitacional e o banco do Brasil tem participação semelhante na carteira de crédito agrícola voltado aos pequenos e médios produtores, os responsáveis pela produção dos alimentos que chegam às nossas mesas”, lembrou o coordenador da CEE/Caixa. “Bancos privados não têm interesse neste tipo de carteira. Estão mais interessados no lucro do que em atender aos interesses da população”, disse Dionísio Reis, coordenador da CEE/Caixa.

Segundo a CEE/Caixa, ao colocar em prática as propostas contra os direitos dos empregados, o banco mostra sua clara intenção de pactuar com os ataques à classe trabalhadora promovidos pelo governo Temer. O banco tenta tornar a Caixa uma sociedade anônima, assim como ampliar a participação dos empregados no custeio do Saúde Caixa; se recusa a assinar o termo de compromisso, que resguarda os direitos dos empregados mesmo com entrada em vigor da nova lei trabalhista; e já revogou o normativo RH 151, que assegura a incorporação da gratificação de função aos empregados que ficam por, pelo menos, 10 anos no exercício do cargo. “Já entramos com ação na justiça pedindo a manutenção do direito de incorporação da gratificação de função. Mas, somente com a mobilização de todos os empregados teremos forças para barrar estes ataques”, insistiu Dionísio.

Atos dia 7


Na próxima reunião do Conselho de Administração da Caixa, que deve ocorrer na quinta-feira (7), será votada a alteração no estatuto da Caixa, para transformar o banco em uma sociedade anônima. “Tornar a Caixa uma S/A é meio caminho andado para abrir o capital para investimentos privados e, desta maneira, tirar o caráter público do banco”, explicou Rita Serrano.

“Temos que estar preparados. A direção do banco queria ter aprovado a mudança do estatuto na reunião ocorrida em 18 de outubro e só não conseguiu graças à nossa mobilização. Agora eles virão com mais sede ainda ao pote. Temos que estar mais unidos e atuantes para barrar este ataque contra a Caixa, uma instituição fundamental para a população e o desenvolvimento do país”, ressaltou o coordenador da CEE/Caixa.

Bônus
Sem qualquer negociação com os representantes dos empregados, a direção do banco implantou o programa Bônus Caixa, que promove a desvalorização dos salários, com redução da renda total do trabalhador, segrega empregados, impõe metas individuais, aumenta o adoecimento e incentiva a competição entre colegas. “É a implantação das novas regras da reforma trabalhista, que prejudica muito os trabalhadores. Vamos lutar contra essa medida imposta pela direção do banco sem qualquer tipo de negociação”, observou o coordenador da CEE/Caixa.

 

Bruna Togni - MTB 81055/SP Com informações Contraf - CUT

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