.: Leilão da Lotex prejudica desenvolvimento social do país

Depois de seis adiamentos, o leilão da venda da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex) acontece no mesmo dia, em São Paulo. O prazo para a entrega das propostas de interessados em participar do leilão da Lotex foi ampliado três vezes. Ele encerraria-se às 15h da última quinta-feira (23), porém foi ampliado pela Comissão de Autorga para às 18h do mesmo dia e, pouco antes de encerrado o novo prazo, às 17h30, foi novamente ampliado, dessa vez para ontem, segunda (27), véspera do certame.

“O governo quer entregar a todo custo a Lotex e tem pressa para isso. Foi esse desespero que o levou a não adiar novamente o leilão, que já havia sido adiado por seis vezes. Como apareceu ao menos um interessado, mantiveram a data e só ampliaram o prazo para apresentação de propostas. A entrega da Lotex já é extremamente prejudicial ao país e esse desespero do governo para que a venda seja realizada pode levar ao arremate por um preço mínimo”, critica o diretor do Sindicato e empregado da Caixa, Ubiratan Campos do Amaral.

De acordo com o balanço do banco público, de 2011 a 2016 as loterias da Caixa arrecadaram R$ 60 bilhões. Desse total, R$ 27 bi foram destinados para áreas sociais. Apenas em 2016, as loterias operadas exclusivamente pela Caixa arrecadaram R$ 12,9 bilhões, dos quais R$ 4,8 bi foram transferidos para programas sociais. Desse total, 45,4% foram direcionados para a seguridade social, 19% para o Fies, 19,6 % para o esporte nacional, 8,1% para o Fundo Penitenciário Nacional 7,5% para o Fundo Nacional de Cultura 7,5% e 0,4% para o Fundo Nacional de Saúde.

“Além de barrar o fim das aposentadorias e da seguridade social, precisamos impedir o fatiamento da Caixa e a venda dos bancos públicos, que ameaça empregos e, sobretudo, o desenvolvimento social do país”, conclui Ubiratan.

A venda representa uma grande perda para os brasileiros, já que arrecadação é alta e boa parte é investida pela Caixa em programas sociais. Do arrecadado pelo banco com as loterias quase metade é hoje destinado a programas sociais. Se a venda for efetivada o repasse será reduzido drasticamente.

O valor a ser arrecadado pelo leilão também caiu muito. Em 2016 especulava-se em até R$ 4 bilhões; no primeiro edital, em 2017, com concessão de 25 anos, o valor mínimo estava em quase um 1 bilhão. Agora a expectativa é de arrecadar R$ 642 milhões com o pagamento da outorga em três anos, concessão por 15 anos e parcelamento em 4 vezes, uma verdadeira liquidação do patrimônio brasileiro. De acordo com as regras poderão participar do leilão empresas com comprovada experiência no mercado de loterias instantâneas “com operações em patamares compatíveis com os projetados para a Lotex”, e sairá vencedor o participante que apresentar o maior valor pela parcela inicial da outorga, considerando o piso de R$ 156 milhões.

CONTRAF CUT com edições Bruna Togni

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