.: “Governo de SP está punindo trabalhadores do Judiciário”, diz Paiva

O vereador e presidente do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região, José Antonio Fernandes Paiva disse nesta quinta-feira (4), durante a manifestação dos servidores do Fórum Francisco Morato, que o governo paulista tem interferido na autonomia financeira e administrativa do Judiciário e punindo severamente seus trabalhadores. O vereador fez menção ao corte orçamentário feito pelo governador José Serra (PSDB) na dotação do Judiciário, reduzindo dos 6% previstos em lei, para pouco mais de 4%, o que de acordo com os próprios servidores, teria comprometido a reposição inflacionária dos salários e a contratação de novos funcionários.

Durante a manifestação, o presidente da Associação dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (ASSOJURIS), Marcos Eduardo Miranda relatou as precárias condições de trabalho e disse que até agora a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo não votou o Plano de Cargos e Salários do Judiciário, que corrigiria distorções como o piso da categoria, hoje em R$ 86,00. “Somos pagos por gratificações e não pelo salário-base, o que tem que ser mudado”, destacou. Além disso, Miranda cobrou a reposição salarial de 6,5%, referentes a perdas inflacionárias e o pagamento de férias trabalhadas e não-pagas desde 2002. “O Tribunal de Justiça tem uma dívida com seus trabalhadores de mais de R$ 1 bi”, enfatizou.

Fórum trabalhará precariamente dias 16 e 17

Além de uma extensa pauta de reivindicações, que contempla o pagamento das férias trabalhadas, a ampliação do “bolsa-creche” e a reposição salarial, os servidores aprovaram a paralisação parcial das atividades no Fórum de Piracicaba, dias 16 e 17. “Teremos 30% de servidores para atender aos serviços emergenciais, como prevê a Lei de Greve. Não queremos prejudicar a população, mas precisamos do apoio de todos para resgatar a dignidade do servidor público”, observou Miranda.

O vereador Paiva também lembrou, como representante do CONESPI – Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba, que o salário-base de um trabalhador rural é de R$ 510,00, enquanto no judiciário esse valor é de apenas R$ 86,00. “Os servidores públicos estão descontentes com o governo do Estado. Há manifestações dos professores da rede estadual de ensino, dos professores e funcionários das universidades públicas, das polícias, dos trabalhadores da saúde... Um governo que distribui cartilha pornográfica nas escolas, que impõe a construção de presídios sem dialogar com a população e que corta a verba do Poder Judiciário não parece estar preocupado com a melhoria da qualidade de vida dos paulistas”, finalizou.

MB 21.234

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