.: Em Encontros, funcionários discutem revindicações específicas dos bancos privados

Dando continuidade à programação dos Encontros Nacionais dos Funcionários dos Bancos Privados, na tarde de ontem (7), os participantes discutiram as principais reivindicações específicas dos bancos Bradesco, Itaú-Unibanco, HSBC e BMB.

Bradesco - Os bancários se reuniram para debaterem as principais reivindicações da categoria, com o objetivo de construir uma minuta representativa para a realização de uma forte campanha nacional unificada. Os 120 delegados, sendo 89 bancários e 31 bancárias, se dividiram em três grupos de trabalho, que debateram: remuneração, emprego, saúde e condições de trabalho.

Entre as principais bandeiras de luta, os dirigentes sindicais debateram a questão da manutenção do emprego e garantia de direitos, do plano de saúde e auxílio educação, plano de cargos, carreira e salários, dentre outros importantes temas.

Itaú-Unibanco - Desde 2011 o Itaú já fechou 21 mil postos de trabalho, o grande número de demissões está entre as preocupações debatidas no Encontro Nacional dos Funcionários do Itaú. Reunidos em São Paulo, 150 delegados (as), sendo 96 homens e 54 mulheres, estão construindo a pauta de reivindicações específicas, que será entregue ao banco. Os funcionários formaram três grupos de trabalho para debater os temas remuneração, emprego, saúde e condições de trabalho.

As discussões sobre remuneração incluem o PCS (Plano de Cargos e Salários); AGIR (Programa de Ação Gerencial Itaú Resultados); PCR (Participação Complementar nos Resultados), entre outros pontos. Uma das reivindicações é participação do movimento sindical na construção do plano de cargos e salários.

O fechamento de agências físicas e ampliação das digitais vêm promovendo a eliminação de postos de trabalho e sobrecarregando quem permanece nas agências físicas. Em São Paulo, são sete agências digitais, e uma no Rio de Janeiro. Mas o banco já sinalizou que estenderá o projeto em todo o Brasil. Os funcionários também denunciam o aumento de demissões por justa causa, principalmente ligadas a ponto eletrônico, falta injustificada, e até afastamentos por doença. Num dos casos, uma funcionária de licença maternidade foi demitida. O que está sendo monitorado pelo movimento sindical.

O grupo sobre saúde e condições de trabalho destacou alguns pontos da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) que o banco vem tentando usar em benefício próprio, para prejudicar os trabalhadores, como as cláusulas de retorno ao trabalho. O Itaú tem descontado de uma só vez o salário dos funcionários que retornam ao trabalho, após afastamento por doença, o que tem gerado grande revolta. Entre os itens de pauta, também foi discutida a implementação da cláusula 57, que prevê o desenvolvimento de programas, pelos bancos, para a melhoria contínua das relações de trabalho. Além da participação e avaliação do PCMSO (Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional). O Itaú está transferindo para o gestor da agência a função de receber e analisar os atestados médicos apresentados pelos funcionários. Outra denúncia trazida ao grupo é a falta de emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), o que acaba mascarando o número real de bancários adoecidos e acidentados.

HSBC - Os 82 delegado (63 homens e 19 mulheres) do HSBC se dividiram em três grupos para continuar os trabalhos do Encontro Nacional dos Bancos Privados, na tarde desta terça-feira (7), em São Paulo. Emprego, Remuneração e Saúde e Segurança foram os temas centrais. No grupo 1, sobre remuneração, foram debatidos temas como PLR, Plano de Cargos e Salários (PCS) e Bolsa educacional/ Capacitação. Já o grupo 2 discutiu sobre emprego. A garantia de emprego e acordo de estabilidade foram os destaques nas participações. Além da mobilização e do acompanhamento da fusão com o Bradesco. O Grupo 3 discutiu Saúde do Trabalhador, Segurança Bancária, Condições de Trabalho e Igualdade de Oportunidades. Destaque para aditivos da CCT, fim do assédio moral, previdência e plano de saúde.

O encontro dos trabalhadores do HSBC contou ainda com a participação do assessor jurídico da Contraf-CUT, Jeferson Martins de Oliveira, que tirou dúvida dos participantes sobre possíveis mudanças após a finalização da compra pelo Bradesco. A técnica da subseção do Dieese da Contraf-CUT, Vivian , fez uma análise dos últimos balanços divulgados pelo banco. Na quarta-feira, os bancários definirão a minuta de reivindicações específicas que será apresentada para o banco durante a Campanha Nacional 2016.

BMB - Na área social, as reivindicações são para a inclusão dos dependentes nos programas de vacinação contra a H1N1 e a inclusão do cônjuge no plano de saúde.

Com informações Rede Nacional de Comunicação dos Bancários

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