.: Em visita ao SindBan, Luiz Claudio Marcolino fala sobre o atual momento político do Brasil

30/05/2017 - 12:00

Ex-superintendente regional do trabalho e emprego de São Paulo, Marcolino já atuou como presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e como Deputado Estadual 

“Quanto mais forte for a classe trabalhadora, os micros e pequenos empresários, maior será a resistência e maiores serão os direitos no futuro”. Para o ex-superintendente regional do trabalho e emprego de São Paulo, Luiz Claudio Marcolino, este é o papel da população neste momento: lutar. O economista esteve na última sexta-feira (26), no SindBan (Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região) e falou sobre o atual momento político do Brasil. Militante desde o movimento estudantil, Marcolino já atuou como deputado estadual de São Paulo e presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. (Confira a entrevista na íntegra)

Para o sindicalista, o Brasil vive um momento ímpar, onde a sociedade começou a perceber que a política faz parte da vida de todos. “A população entendeu que existem modelos de gestão diferentes. Nós tivemos um governo que até 2015/2016 conseguiu trazer uma série de avanços para o nosso país. Um governo que abriu crédito, gerou mais de 23 milhões de novos empregos, investiu em portos, aeroportos, investiu na agricultura familiar, no agronegócio.  Criou condição para o Brasil sair de uma zona de conforto, para se transformar em uma das maiores economias mundial. E temos um governo, que acaba assumindo o Brasil, retirando direitos e querendo mexer na aposentadoria”, comentou.

Além das diferentes formas de gestão, Marcolino explicou como as Reformas Trabalhistas e Previdenciária, propostas pelo Governo Federal, retiram direitos dos trabalhadores. “As mulheres são as mais prejudicadas, o trabalhador rural passará pagar mais tempo, muitos terão dificuldades de se aposentar. Na Reforma Trabalhista teremos o negociado sobre o legislado. O que estamos falando? Negociar diretamente com o seu patrão, e, como sabemos, o empresário tem o poder de contratar e demitir. Então, imagine. Você vai fazer uma reivindicação, com certeza você será demitido ou terá dificuldade de promoção. Imagine você trabalhando em um mercado e trabalho 15 milhões de desempregados, qualquer pessoa vai topar receber metade que você ganha para vir para o mercado de trabalho”, explicou.

Enfraquecimento da militância

O enfraquecimento dos movimentos sindicais e sociais é uma realidade. Para Marcolino, esse é justamente o objetivo do atual governo: desmontar entidades sociais. “Essas instituições são as únicas que estão fazendo resistência ao atual governo, a participação da população nas entidades que defendem o trabalhador, o microempresário, microempreendedor, que defende a classe média, essas pessoas precisam estar juntas. A gente tem um presidente prestes a ter um impeachment, renúncia ou ser cassado no Congresso, estamos os falando de um Congresso conservador e que acabou recebendo propina, de acordo com a ultimas delações, para votar o impeachment e recebem vantagens para votar a favor de uma Reforma que tira direitos dos trabalhadores. Mexer no presidente nacional é importante, mas mexer também em um Congresso Nacional que foi eleito pelo povo, mas que não age para atender a população, tem tanta importância quanto”.

Brasil: um olhar socioeconômico

Desenvolvido inicialmente na cidade de São Paulo, o curso extensivo Brasil: um olhar socioeconômico é uma parceria do Sindicato dos Bancário de São Paulo e universidades da capital. De forma introdutória, o curso explora e sistematiza o debate sobre o projeto de desenvolvimento nacional: a Formação Econômica do Brasil, o movimento sindical e político, conceitos e fundamentos básicos da Macroeconomia, política neoliberal, gestão pública, o Estado e suas funções.

O projeto está sendo estruturado para que seja ampliado para o interior paulista e bairros de periferia. Segundo Marcolino, o objetivo do projeto é fazer com que a população saiba sobre seus direitos e passe a cobrar os órgãos responsáveis. “Hoje nós temos muitos direitos, temos direito a usar o transporte intermunicipal e interestadual, direito a saúde, quando é detectado um câncer, você tem no máximo 15 dias pra começar o tratamento. As pessoas precisam saber como acessar o PIS, pessoas com deficiência podem usar o LOAS, podem comprar um carro com valor menor, com isenção do IPVA. Muitas vezes as pessoas não sabem dos direitos que eles possuem”, comentou.

 

Marina Mattus - MTB: 0083471/SP

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