.: Dados Estatísticos mostram a face da mulher no poder

 

                     As mulheres aos poucos começam a serem valorizadas, após um grande histórico de discriminação. Contudo, ainda temos que dizer que no âmbito profissional a mulher continua a ser discriminada, muitos acreditam que elas são fracas e não são capazes de comandar uma empresa, um sindicato e muito menos um país. Esta tese caiu por terra, quando em 2010 elegemos a primeira presidenta para comandar o nosso Brasil. Voltando ao túnel do tempo, e verificamos que a presidenta Dilma é a segunda mulher a comandar nossa nação, a primeira foi à princesa Isabel, que substitui o seu pai o imperador Dom Pedro II, por aproximadamente três anos para que ele pudesse fazer tratamento de saúde na Europa.

                Ao longo do tempo, deixou-se de acreditar que as mulheres deveriam ficar apenas dentro de casa cuidado da limpeza, da comida e dos filhos, enquanto os homens deviam sair para trabalhar e consequentemente sustentar sua família. Ao contrário disso, as mulheres saíram à luta em busca de oportunidades de trabalho, muitas buscando conhecimento, e se formando em nível superior. Sendo assim, podemos dizer que as mulheres hoje em dia conquistaram totalmente a sua independência, seja ela financeira, intelectual e principalmente independência de postura e pensamentos.

                A população feminina conquistou ao longo da história muitos direitos que foram importantes para que elas se tornassem o que são hoje. Uma das grandes conquistas das mulheres foi o direito ao voto, que aconteceu em 1932. Mesmo assim, a conquista não foi completa, o código permitia que apenas mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras  com renda própria  pudessem votar. As restrições ao pleno exercício do voto feminino só aconteceu em 1934, mais ainda era facultativo. Só passou a ser obrigatório em 1946.

                A primeira mulher escolhida para ocupar um cargo eletivo é do Rio Grande do Norte. Foi Alzira Soriano, eleita prefeita de Lajes, em 1928, pelo Partido Republicano. Mas ela não terminou o seu mandato. A Comissão de Poderes do Senado Federal anulou todos os votos das mulheres. Em 3 de maio de 1933, a médica paulista Carlota Pereira de Queiroz foi a primeira mulher a votar e ser eleita deputada federal . Ela ainda participou ativamente dos trabalhos na Assembleia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935.

                Voltando aos dias de hoje, as mulheres deixaram de ser o sexo frágil, e passaram a exercer posições de liderança, usando toda a sua razão e habilidade para fazer várias coisas ao mesmo tempo.

                Pesquisa realizada e intitulada como – DADOS ESTATÍTICOS DE MULHERES NO PODER – BRASIL(click aqui para abrir o arquivo em gráficos) nos mostra que ainda assim, os homens são a maioria no poder. Nas eleições de 2010, foram eleitos 88,33% homens e 11,66% mulheres, tanto para o executivo como para o legislativo. Buscando dados no Tribunal Superior Eleitoral, visualizamos uma curiosidade, as mulheres são maioria como eleitoras 51,82% dos votos são de mulheres e enquanto 48,07% são de homens. Trabalhando nos tribunais superiores brasileiros, 84,22% são homens e 15,71% mulheres. Outro dado interessante são os cargos de chefia, 88,33% são homens e apenas 11,66% mulheres.

                Em Piracicaba os dados não são diferentes. Nas associações de bairros e centros comunitários os homens tem o maior controle com 98,67% e apenas 1,33% são mulheres. Nos sindicatos de mais variadas categorias visualizamos que 86% são homens e 14% mulheres. O Sindicato dos Bancários de Piracicaba e região têm como política a diversificação na sua diretoria, com isso 40% dos diretores do Sindicato são mulheres enquanto 60% são homens. Na Guarda Civil Municipal as mulheres ocupam 16,06% enquanto os homens 83,94%. Ainda mostrando os dados de segurança, visualizamos que os delegados de polícia na maioria são homens com 86,84% enquanto 13,16% são mulheres. Nos conselhos municipais da cidade, que são formados pela população e indicados pelas entidades, vemos que 70% são homens e 30% são mulheres. No secretariado municipal os homens também são a maioria com 86,36%, e 13,64% são mulheres. No legislativo municipal a diretoria da Casa de Leis também é representada pela maioria masculina, 66,67% são homens e 33,33% mulheres. Os funcionários da Câmara de Vereadores estão quase que igualados com 51,95% homens e 48,05% mulheres, e dos dezesseis vereadores eleitos pela população em 2008, somente duas são mulheres. Uma delas exerce a função de vereadora, enquanto a outra ocupa a vaga de secretária municipal.

                Com estes dados podemos ter um parâmetro da atuação das mulheres no poder e no mundo político, o que precisamos mesmo é quebrar o paradigma de que a mulher não é competente para exercer funções de liderança.

 

 

 

 

.: Veja Mais

Imagem Indisponível

Maiores bancos aumentam taxas de juros em janeiro

Imagem Indisponível

Unicef lança campanha para combate ao racismo contra crianças

Marcelo Abrahão foi escolhido para ser integrante da executiva regional da CUT

Dirigente dos Bancários é representante regional da CUT em Piracicaba

SINDBAN TV

Enviar e-mail para amigo
X



Captcha:
O link da notícia será enviado automaticamente
Reportar erro!
X
Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo.
O link da notícia será enviado automaticamente




Captcha:
Menu
Enviar e-mail para amigo
X



Captcha:
O link da notícia será enviado automaticamente