.: Banco do Brasil insiste em colocar funcionários e parentes em risco

Nesta semana, funcionários do Banco do Brasil voltaram a se reunir com a diretoria do Banco para tratar do assunto que gerou indignação no início da semana, a volta para a atividade presencial dos funcionários que declararam coabitação (habitação com pessoas que fazem parte de grupos de risco da Covid-19). O assunto gerou transtorno aos bancários após informativo do Banco sobre o retorno destes funcionários.

Em reunião nesta quarta-feira, 22, o Banco do Brasil, afirmou à Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), que a retomada é uma opção administrativa do banco e que não será revista. De acordo com o movimento sindical, a medida não levou em conta o aumento do contágio e das mortes nas localidades que flexibilizaram antecipadamente as medidas de contenção da Covid-19.

De acordo com o Banco, a decisão não tem nenhuma relação com o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) Emergencial (Covid-19).

Para a representante da Feeb, Elisa Ferreira, o Banco desrespeita o decreto da pandemia. “Tal atitude demonstra desrespeito para com a categoria, uma vez que vai contra o decreto da pandemia que é claro em determinar que somente serviços essenciais devem ser prestados. Para solucionar o problema da falta de funcionários o banco quer aplicar uma decisão que compromete a saúde da família do trabalhador”, destaca.

Outro ponto questionado foi com relação à data de retomada, prevista para o próximo dia 27. O banco afirmou que resolveu deixar uma semana para que as pessoas pudessem encontrar alguma forma para não colocar as pessoas que residem na mesma casa em risco.

Nova reunião - Na manhã desta quinta-feira, 23, uma nova reunião de alinhamento ocorreu entre a CEEB e os gestores do Banco para tratar do tema.

“A maior dificuldade exposta foi com relação às agências de varejo e estilos, que realizam um atendimento mais pesado. Quanto aos escritórios exclusivos e PSOs, o banco informou que serão avaliadas as necessidades de cada prefixo de acordo com a realidade sanitária de cada praça”, explica Elisa.

O Banco declarou que serão levados em consideração as especificidades de cada funcionário e que o canal para a demanda pode ser os sindicatos, o gestor, a gepes ou a superintendência.

Entre as solicitações expostas pela comissão estão: equilíbrio com relação às metas, principalmente nas PSOs; inserção da proteção de acrilico para mesas de atendimento; prioridade para trabalho interno aos funcionários que coabitam com grupo de risco; apresentação de soluções para pais e mães que não tem com quem deixar os filhos, entre outras.

“Mais do que nunca nosso trabalho será o de agir localmente e rever caso a caso com regionais e gestores”, explica Elisa.

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