.: Bancários querem 13,23% de reajuste salarial e plano de cargos e salários

Durante Conferência Nacional, no último final de semana, em São Paulo, os bancários definiram a pauta de reivindicações da Campanha Nacional 2008, pleiteando 13,23% de reajuste salarial, incluindo a inflação e 5% de aumento real nos salários. De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região, Ângela Ulices Savian, os bancários também vão pleitear a valorização dos pisos - mais pressionados pela inflação –, ampliação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), criação de Plano de Cargos e Salários (PCS) e pagamento de adicional de risco de vida, assim como defendem o fim do assédio moral e das metas abusivas. A pauta será entregue no dia 13 de agosto à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
De acordo com a presidente do Sindicato, a elevação dos lucros, das receitas de prestação de serviço e do crédito é uma demonstração de que os banqueiros têm condições de atender às reivindicações da categoria. “Os trabalhadores querem aumento real de salários, valorização dos pisos e melhores condições de trabalho. Estamos dispostos a negociar, mas se os banqueiros dificultarem o processo, os trabalhadores podem até ir à greve”, diz Ângela Savian.
Além de reajuste de 13,23% (inflação mais 5% de aumento real), os bancários pleiteiam vale-alimentação – R$ 415 (mesmo valor do salário mínimo), assim como vale-refeição de R$ 17 por dia trabalhador, e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) – três salários mais valor fixo de R$ 3.500, sem teto, nem limitador. Também pedem auxílio-creche de R$ 415 (mesmo valor do salário mínimo).
Pisos salariais – aumento progressivo, em três anos, até atingir o piso do Dieese, atualmente estimado em R$ 2.074, sendo incorporado 50% da diferença entre o piso da categoria (R$ 921,49) e o piso do Dieese neste ano, 25%, em 2009, e outros, 25% em 2010. Desta forma, neste ano, o piso da categoria passaria a valer R$ 1.497,75 para escriturários, R$ 1.947,07 para caixas e tesoureiros, R$ 2.321,50 para primeiro comissionado, e R$ 3.369,93 para gerente.
Plano de Cargos e Salários (PCS) – formulação de um PCS para todos. A proposta prevê 1% de reajuste a cada ano de trabalho. A cada cinco anos, esse reajuste será de 2%. O banco é obrigado a promover o bancário pelo menos um nível a cada cinco anos. A proposta de PCS determina, ainda, que os bancos são obrigados a treinar o trabalhador para a nova função por no mínimo 60 dias. E quando houver uma nova vaga, o banco é obrigado a fazer um processo de seleção interna para preenchê-la. Para cada cargo e função, o banco deve apresentar a grade curricular necessária e oferecer o curso aos trabalhadores dentro do expediente. Em caso de descomissionamento do bancário, a comissão será incorporada ao salário integralmente.
Fim da metas abusivas – Os bancários querem interferir nas metas que estão na base da gestão do sistema financeiro. As metas passarão a ser definidas com o movimento sindical, a partir do local de trabalho – agências ou departamentos – e levando em consideração a região, o porte das agências, o número de funcionários, a base de clientes e o perfil econômico local. Devem ser obrigatoriamente coletivas e não individuais, considerando a região e número de clientes. Deve ocorrer a redução das metas quando houver a diminuição de trabalhadores

Contratação de remuneração total – Além do reajuste salarial, os bancários querem regrar a remuneração variável. A reivindicação é de distribuição de 5% da receita de prestação de serviços de forma igualitária entre todos os bancários. O pagamento deverá ser feito após a publicação do balanço trimestral. Além disso, 10% de toda a produção da agência devem ser distribuídas entre os trabalhadores da unidade.

Novas conquistas – Auxílio-educação e a criação de um plano de previdência complementar fechado, com gestão compartilhada.

Emprego - Ratificação da convenção 158; defesa do emprego; cumprimento da jornada de 6 horas; contratação de mais funcionários, estabelecendo efetivo mínimo para o atendimento aos clientes.

Segurança - Instalação de portas de segurança em todas as agências bancárias, já no auto-atendimento; pagamento de adicional de risco de vida no valor de 40% do salário para funcionários de agências e PAB´s.

Eixos políticos – Nesta campanha salarial, os bancários também vão defender os bancos públicos, assim como a ampliação do crédito produtivo para investimentos, principalmente agrícola, redução da taxa de juros e regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal (que estabelece o papel do sistema financeiro no país).

Vigilantes - Os vigilantes aprovaram em reunião da confederação nacional da categoria a unificação de suas datas-base para 1º de setembro, a mesma dos bancários. Eles também preparam uma campanha extraordinária reivindicando equiparação do valor do vale-refeição e plano de saúde ao dos bancários. A unificação das datas-base é uma estratégia de bancários e vigilantes para ampliar a mobilização dos trabalhadores.

Vanderlei Zampaulo – MTb-20.124


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