.: Bancários de Piracicaba rejeitam por unanimidade proposta apresentada pela Fenaban

Os bancários de Piracicaba rejeitaram na noite desta quarta-feira (8) a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em assembleias realizadas na sede do SindBan. A categoria também aprovou o calendário de manifestações do Comando Nacional dos Bancários. Em pauta as deliberações foram sobre a oferta dos bancos que apenas cobre a inflação nos salários, PLR, vales e demais verbas econômicas, sem aumento real, feita na sexta reunião da mesa única de negociação, realizada na terça-feira (7), em São Paulo.

Vale ressaltar que além não apresentar ganho real a proposta dos banqueiros deixou em garantia uma série de pontos que ameaçam a categoria. De acordo com o Presidente do Sindicato dos Bancários, José Antonio Fernandes Paiva, o fato dos banqueiros se comprometerem, mas não assinarem é bastante perigoso. “Por exemplo, eles não garantiram que os bancários não serão substituídos por trabalhadores contratados de forma precarizada, a exemplo da terceirização, e não assinaram o pré-acordo que prevê a ultratividade, ou seja, a garantia da validade de nossa cct até a próxima negociação”, comenta.

Além disso, querem alterar cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, segundo eles, para garantir segurança jurídica, mas sequer apresentaram a redação das modificações. A próxima rodada de negociação ficou agendada para o dia 17 de agosto (sexta-feira).

“O recado está dado: bancários querem aumento real e não aceitam perder direitos. Não vão aceitar receber PLR menor, nem ser substituídos por trabalho precarizado,” afirmou Angela Savian, vice-presidenta do SindBan.

Caixa Econômica Federal

Na quinta rodada de negociação específica da Caixa a direção do banco apresentou uma proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que ignora dezenas de direitos atualmente garantidos pelo ACT. De acordo com o dirigente sindical, e empregado da Caixa, Ubiratan Campos em relação a PLR, os representantes do banco disseram que seguirão a regra Fenaban e a PLR social não foi citada. “Deixamos claro que a nossa PLR social tem o objetivo de reconhecer o trabalho executado pelos trabalhadores. Por isso, defendemos o Acordo Coletivo de trabalho tem que avançar e não retroceder”.

Já o dirigente, Mauricio Vieira Nobre Junior, emocionado comentou a tristeza pelo desmonte que a CEF vem sofrendo, e ressaltou a importância da luta pelo Saúde Caixa. “É uma tristeza absoluta ver a proposta que a Caixa apresenta aos seus empregados, um banco de tanta importância e papel social, essa proposta totalmente excludente com relação aos aposentados, porque além de acabar com a cobertura do Saúde Caixa para essas pessoas que deram a vida pelo banco, ainda não garantiu a isenção de tarifas e condições especiais de juros para os empregados e ex-empregados”, afirmou

Banco do Brasil

 

O Banco do Brasil apresentou uma proposta de manutenção da maioria dos itens do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), porém não contemplou as cláusulas econômicas. No documento a ser entregue pelo Banco do Brasil, há ajustes no texto atual de alguns pontos. A direção do banco se comprometeu a passar a proposta de nova redação antes da próxima reunião. De acordo com o funcionário do BB e vice-presidente da regional Tietê, Paschoal Verga Junior, a proposta do banco é insuficiente e incompleta. “Precisamos olhar para a Cassi e ficar atento aos desmonte que o Banco do Brasil quer onerar aos seus funcionários, por isso pedimos que fiquem atentos a qualquer consulta do banco. Sobre a proposta queremos uma proposta que atenda as reivindicações dos bancários em outros itens além dos econômicos, como segurança bancária, melhoria nas questões de saúde e também de previdência.”

DIA DO BASTA

Os bancários também aprovaram a mobilização marcada para acontecer na próxima sexta-feira, 10 de agosto, o Dia do Basta. Neste ato mostraram como estão descontentes e cansados de tanto retrocesso e falta de respeito com os seus direitos conquistados em décadas de luta. “O Dia do Basta é um Dia Nacional de Luta de todas as categorias contra o desemprego e a retirada de direitos. Mas, também é um momento em que os bancários mostrarão aos banqueiros que não aceitarão a retirada de direitos e que querem aumento real”, convoca Paiva.

Na oportunidade o SindBan, também realizou o lançamento da Campanha pelo Reajuste da Tabela do Imposto de Renda defasada em 88,4%. Paiva comentou que muitos bancários chegaram a comentar que aumento de salário incidiria na tabela. “Alguns começaram a pensar em abono para não ter um desconto maior, e é pensado nisto que estamos iniciando no Conselho das entidades sindicais essa mobilização”

 

Bruna Togni - MTB 81055/SP

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