.: AUMENTO DA INFORMALIDADE PREOCUPA PRESIDENTE DA COMEMPREGO

 

A informalidade continua batendo recordes no mercado de trabalho brasileiro, informou nesta quinta-feira (31) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esses números tem preocupado o Presidente da Comissão Municipal do Emprego de Piracicaba, José Antonio Fernandes Paiva. De acordo com o instituto, 11,8 milhões de pessoas estão sem carteira de trabalho assinada no setor privado, um crescimento de 2,9% (338 mil pessoas) com relação ao trimestre encerrado em junho, enquanto os trabalhadores por conta própria atingiram 24,4 milhões de pessoas, alta de 1,2% (293 mil pessoas).

O trabalhador informal, além de não ter direitos e ganhar bem menos, não contribui com a arrecadação, diz Paiva, presidente da ComEmprego, que alerta: “A informalidade vai fazer o Estado brasileiro perder arrecadação, o que agrava as contas públicas e se reflete na queda da oferta e qualidade dos serviços públicos. Contudo, se não houver o destravamento da economia, desenvolvimento e crescimento econômico será muito difícil a geração de emprego e renda”

O número de informais considera empregados do setor privado e trabalhadores domésticos sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria e empregadores sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares. O total de trabalhadores domésticos sem carteira fechou em 4,5 milhões no período, enquanto os trabalhadores familiares auxiliares e empregadores sem CNPJ ficaram em 2,1 milhões e 800 mil, respectivamente.

Os aumentos também são vistos na comparação com o mesmo período de 2018. A alta foi de 3,4% (384 mil) entre os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada, e 4,3% (1 milhão) com os que estão por conta própria. “O trabalhador precisa saber que mesmo tendo um rendimento que ele acredita ser suficiente, ele precisa saber que é um trabalhador precário, que trabalha muitas horas por dia e não tem os seus direitos garantidos, e a cada dia há dezenas de novos trabalhadores nesses moldes”, comenta o Presidente da Comissão.

Por conta da informalidade, a população ocupada registrou um recorde na série histórica que teve início em 2012: 93,8 milhões de pessoas. Desse total, 33,1 milhões têm carteira assinada, apresentando estabilidade, segundo o IBGE. A taxa de desocupação caiu de 12% para 11,8% na passagem do trimestre que teve fim em junho para aquele terminado em setembro. Também houve estabilidade na comparação com o mesmo trimestre de 2018, que registrou 11,9% de desocupação.

O aumento na população ocupada foi de 459 mil pessoas (0,5%) na comparação com o trimestre encerrado em junho, e 1,5 milhão de pessoas (1,6%) na análise com o mesmo período de 2018. A categoria construção foi a que mais cresceu: 254 mil pessoas (3,8%) com relação ao trimestre encerrado em junho. “Vale lembrar que esses aumentos são também por conta da informalidade. Tratam-se de obras e reformas em pequenos prédios, com profissionais que trabalham por conta própria”, disse.

De acordo com o IBGE, 12,5 milhões de pessoas ainda estão desempregadas no Brasil.

Não havendo crescimento na oferta de empregos formais o impacto no consumo será imediato e afetará inclusive o caixa da previdência e as finanças públicas para investimentos em setores vitais. Já estamos no final de 2019 e nem a tão falada, e considerada solução para geração de empregos, a Reforma Trabalhista melhorou a qualidade do emprego e gerou mais emprego e renda, o Brasil precisa urgentemente rever as suas políticas para criação de emprego formal. A sociedade brasileira não tolera a informalidade e a desregulamentação total do mercado de trabalho. Isso seria um caos para o país”, conclui Paiva.

Bruna Togni com informações Folha de SP

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