.: Apresentação do Perfil da Mulher bancária propõe recorte social e discussão com mulheres das entidades piracicabanas

Nesta quarta-feira (7), o Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região (SindBan) apresentou o tradicional Perfil da Mulher Bancária em uma roda de conversa com convidadas de diversos setores da sociedade piracicabana. Os números divulgados comprovaram que, mesmo sendo maioria, mulheres sofrem com a falta de oportunidades dentro do sistema financeiro e esse abismo é ainda maior em relação às mulheres negras, que não chegam a 1% dentro da categoria. Dos 1210 bancários entrevistados, 651 são mulheres.

O Perfil foi realizado de 20 de dezembro de 2018 a 08 de fevereiro deste ano, em 102 agências de bancos públicos e privados de 20 cidades da base territorial do sindicato. Mais uma vez o cenário que se desenhou foi a predominância masculina nos altos cargos. Mesmo mais escolarizadas, mais de 85% possuem pelo menos curo superior completo, porém o número de mulheres que ocupam cargo de gerente geral vem diminuindo nos últimos três anos.

“Debater a questão da mulher é um dos objetivos de nossa entidade e por meio do resultado, traçamos nossa linha de ação, pois sabemos da dificuldade que elas encontram no dia a dia do sistema financeiro – assédio moral, sexual, baixos salários, poucas oportunidades”, pontua o presidente do sindicato José Antonio Fernandes Paiva.

 

 

 

A roda de conversa do SindBan contou com a presença da Secretária de Assistência e Desenvolvimento social, Eliete Nunes. A diretora de Comunicação da Câmara de vereadores de Piracicaba, Valéria Rodrigues. A presidenta do Sindicato dos Bancários de Campinas, Ana Stella Lima. A presidenta do Siemaco, Renata do Rodrigues. Leonor Penteado Dos Santos Peres da Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo. Silvana Tognini, representando o Centro de Referência do Trabalhador, e a Presidenta do PT, Penéloti Mendes.

 

A Secretária, Eliete Nunes comentou a importância dos dados apresentados pelo SindBan e reforçou como o sindicato saí a frente de outros segmentos ao ter um estudo tão completo e um recorte feminino da mulher em sua categoria, ela também relatou das ações da secretaria para a vida das mulheres. “ Temos muito o que avançar ainda, mas Piracicaba tem conquistado melhorias para o atendimento às mulheres, é o caso do Centro de Referência da Mulher, e da Patrulha Maria da Penha. Vale lembrar que tudo do que ainda precisa ser conquistado depende também de nós de entender que a política é sim lugar de mulher, que temos que nos representar”, completa.

Ainda sobre os dados mostrou-se que 2019, 4,45% das mulheres ocupam o mais alto cargo dentro da agência, enquanto os homens representam 8,45%, diferença de cerca 230%. Essa desigual oportunidade reflete nas faixas salariais.

“Nesses 60 anos, o sindicato se caracterizou pelo envolvimento em diversas atividades culturais. Apoiar e incentivar autores e artistas de nossa cidade é nossa responsabilidade social”, enfatiza Paiva.

A Presidenta do Siemaco, Renata Rodrigues, comentou a falta de humanização no tratamento das trabalhadoras de sua categoria, que tem um grande número de mulheres, “ as nossas mulheres estão nos bancos, então na varrição de rua, nos shoppings e nós passamos por elas várias vezes ao dia, e muitas vezes não damos nem um bom dia, não conhecemos quem são elas, mas somos capazes de reclamar da falta de limpeza, sem nem sequer entender a realidade dessas pessoas”, comenta.

 

Segundo o presidente do SindBan, José Antonio Fernandes Paiva, o perfil busca entender a realidade dos bancários e auxiliar na definição de ações e no combate às questões que atingem à categoria. “Sempre que é feito um diagnostico, há maior precisão das ações. Foram mais de 1200 entrevistados, número bastante alto do ponto de vista técnico, a margem de erro foi extremamente pequena e reforçou, mais uma vez, a desigualdade dentro do sistema financeiro. ”

 

A vice-presidente do SindBan pontua que os dados remetem a discussões com a categoria e o setor patronal para tentar minimizar cada vez essa diferenciação, às vezes discriminação e desigualdade, no tratamento à mulher no mercado financeiro. Ela também comenta a luta das mulheres por melhores condições. “A luta para diminuir a desigualdade é muito importante, não só para as mulheres no sistema financeiro, mas sim, para todas as mulheres, a diferença na questão de cargos e salários vem se mantendo, mesmo com as intensas lutas para diminuir.

A Presidenta do Sindicato dos Bancários de Campinas, comentou o modelo de pesquisa do SindBan, “o sindicato de Piracicaba sempre teve uma forte atuação na luta pela igualdade de gênero, e dessa vez eu pude acompanhar essa pesquisa, e é incrível o resultado e a riqueza dos dados que se tem, é um modelo que deve ser seguido”, afirma.

Dados Alarmantes - No que se refere ao assédio sexual, a pesquisa demonstrou um novo aumento no ano de 2019 subindo de 1,38% para 2,00% (alguns consideraram o assédio sofrido dos clientes). O trabalho intenso do Sindicato refletiu no assédio moral que passou de 20,67% para 14,44% No caso da discriminação racial, a queda em relação ao ano anterior foi de quase 60%.

Bruna Togni MTB 081055/SP

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