.: Acessibilidade para todos: Sindicato dos Bancários realiza formatura da primeira turma do Curso de Libras

Comunicação, esta é uma das palavras chaves para a sobrevivência nos dias atuais, hoje ser compreendido é muito mais do que uma vontade, mas sim uma necessidade para o ser humano em seu dia a dia. Porém, isto não é uma realidade para todos, mesmo vivendo em uma sociedade considerada evoluída, o surdo sofre diariamente com a falta de inclusão e as dificuldades de comunicação nos mais diversos ambientes.

Por isso, a noite da última terça-feira, 05 de dezembro ficará marcada na história do Sindicato dos Bancários de Piracicaba, biografia que já é conhecida por lutas pela inclusão. E nesta solenidade, nove alunos se formaram na primeira turma do Curso de Libras do SindBan. O Curso é uma parceria com o Instituto Federal - São Paulo - Campus Piracicaba, e teve as aulas ministradas pela professora de Libras, Vilma de Jesus da Conceição, na sede da entidade.

A turma foi um retrato do desejo da sociedade de receber e atender a estas pessoas, entre os participantes do curso estavam pessoas das mais variadas idades, profissões, regiões da cidade. No meio desta diversidade, a categoria bancária se mostrou presente com a participação da Luziana Sant'ana Simões, bancária do Banco do Brasil e também do bancário, Moacir Cossolin Mesquita, que trabalha na Caixa Econômica Federal, que a partir desta data estarão mais preparados para atender o surdo.

Curso de Libras

O curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais), que é segunda língua oficial do país, foi uma iniciativa do SindBan, visa melhorar o atendimento dos bancários aos clientes. O curso teve mais de 40 horas de aulas. O atendimento as pessoas com deficiência tem que melhorar. Atualmente em Piracicaba somente uma agência bancária possui o interprete de libras. Por isso o Sindicato sendo pioneiro em promover este curso para a categoria mostra o quanto se preocupa com a inclusão e dá ferramentas para que este atendimento deficitário diminua. O curso foi amplamente divulgado e somente alguns bancários participaram, porem isto mostra uma quebra de paradigmas, todos tiveram a oportunidade de participar, mas a culpa da pouca adesão não é dos bancários, os bancos precisam dar oportunidade para que os funcionários participem do curso durante sua jornada de trabalho afinal esta se especializando para atender bem aos clientes, porque os surdos também são clientes, pagam tarifas e precisam ser atendidos de forma digna, não de “quebra galho”, mas de forma correta e eficaz.

Bancário Eficiente O projeto Bancário Eficiente promoveu um mapeamento inédito sobre inclusão e acessibilidade nas agências bancárias de Piracicaba. Num total de 1305 bancários, apenas 21 são Pcds, dos quais 85,71% possuem deficiência física, 4,76% deficiência auditiva; e 9,52% possuem deficiência visual. O resultado em Piracicaba apontou ainda que nenhuma das 68 agências visitadas pelo projeto atende todos os pontos previstos no Manual de Acessibilidade Para Agências Bancárias, realizado pela Febraban (Federação Nacional dos Bancos).

De acordo com a Diretora Leticia o mapeamento do bancário eficiente foi de extrema importância para entender a realidade dentro das agências, e para ter argumentos embasados para discutir com a Federação. “Nós temos conhecimento que existem as pessoas com deficiência, mas precisávamos saber quantas são?, quais postos de trabalho estão? e quais cargos estão exercendo dentro das agências?. Agora com estas informações nós podemos discutir isso nas mesas de negociações na Fenaban”, comenta.

No Brasil 6,2 % da população possui algum tipo de deficiência, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Milhões de pessoas que enfrentam a falta de acessibilidade das cidades brasileiras diariamente. Milhões de pessoas que fazem parte da população economicamente ativa do país, mas não conseguem autonomia para cuidar das suas finanças, pois os bancos também não estão preparados física e humanamente para recebe-los. “Os bancos transbordam os slogans de suas propagandas com dizeres sobre a importância do cliente, alegando que tudo é pelo cliente, e por fim isto é uma farsa. A teoria que deveria ser cumprida diz que todos os serviços devem ser acessíveis para todo cliente, mas na prática os bancos não disponibilizam, por exemplo, um funcionário que saiba libras, ou acessibilidade nos serviços para as pessoas com deficiência visual e o mais grave acessibilidade para que os clientes possam adentrar nas agências em algumas agências conforme levantamento. Nas agências os funcionários têm muita dificuldade para atendê-los devido à falta de oportunidade para se especializar neste tipo de atendimento”, completa.

 

Bruna Togni - MTB 81055/SP

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