.: 12ª CONFERÊNCIA NACIONAL - Remuneração sofre forte queda na aposentadoria

Grande parte do ganho do trabalhador da categoria bancária não sofre incidência de desconto previdenciário

Rio de Janeiro - Durante o debate sobre Remuneração e Previdência da 12ª Conferência Nacional, os bancários procuraram identificar os fatores que levam à expressiva queda no poder aquisitivo do trabalhador na aposentadoria. As inúmeras formas de rendimentos não-previdenciários estão na base do problema.

A discussão contou com a participação de José Carlos Alonso, diretor de Benefícios da Funcef, de Murilo Barella, secretário de Políticas de Previdência Complementar (SPPC), órgão do Ministério da Previdência Social, e de Sérgio Mendonça, economista do Dieese.

José Alonso demonstrou que, na remuneração total de um trabalhador bancário no patamar de R$ 1.900, o salário contratado é de cerca de R$ 1.074, o que significa que 44% representam parcela de seu ganho sobre a qual não há recolhimento previdenciário. Ou seja, quando a pessoa se aposenta o valor do benefício a que tem direito corresponde a apenas 56% de sua remuneração total da ativa.

Além de carregar para a aposentadoria esse brutal rebaixamento na remuneração, o trabalhador sofrerá ainda com os efeitos do Fator Previdenciário no cálculo do seu vencimento como aposentado. O fator impacta diretamente no cálculo do benefício da aposentadoria, pois leva em consideração a expectativa de vida da população brasileira. Esse artifício, na maioria dos casos, acaba reduzindo o valor a ser pago em cerca de 40% para as mulheres e em 30% para os homens. Assim, o bancário sofre uma dupla redução em relação a seu salário na ativa, a primeira quando perde os rendimentos isentos de tributação previdenciária (cerca de 44% da remuneração total), a segunda quando ocorre a incidência do Fator Previdenciário para o cálculo final do benefício.

Luta - O fim do Fator Previdenciário é apontado por José Alonso como um objetivo imediato dos trabalhadores. Ele defendeu ainda o estabelecimento de uma política de aumentos reais para as aposentadorias e a penalidade para as empresas que praticam alta rotatividade de mão-de-obra e, com isso, impedem seus empregados de se aposentarem. No caso das instituições financeiras, apenas 2,4% dos bancários conseguem se aposentar. “Nos bancos privados, por exemplo, aposentadoria é só para quem é da cúpula. A ampla maioria dos aposentadorias são nos bancos públicos”, ressaltou o dirigente.

Sobre suposta dicotomia entre a luta pelo fortalecimento e universalização da Previdência Social e a defesa da Previdência Complementar, Alonso afirmou que ambas devem encampadas pelo movimento sindical, porque não são questões excludentes.

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